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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Benício Del Toro em Entrevista sobre Che Guevara

Em entrevista à jornalista Marlen Gonzalez, Benicio del Toro gaguejou, ficou mudo e, por fim, deve ter se arrependido amargamente da dita cuja.

A entrevista referia-se à estreia mudial do filme CHE, protagonizado por Del Toro, que também conta com Rodrigo Santoro no papel de Fidel Castro.




A primeira pergunta: "por que estrear um filme sobre Che Guevara numa cidade (Miami) onde vivem tantos cubanos vitimados por um sistema que ainda está implantado em Cuba? É uma provocação?"

Benicio gagueja.

E ela completa: "O filme traz uma imagem positiva do Che, e imagine que, se fosse sobre Hitler, estaria ofendendo aos judeus.."

Ele diz que o Che não criou campos de concentração.

E ela: "Estamos falando sobre assassinos. Não é o mesmo crime assassinar uma pessoa, cem ou cem mil?"

E acrescenta: "Você sabia que o Che, quando esteve encarregado da prisão de La Cabaña, mandou fuzilar pessoalmente mais de 400 pessoas?"

Benicio del Toro fala de pena de morte e ela contesta, já que foram execuções sumárias, sem julgamento..

Ele afirma então que eram terroristas ligados ao ex-ditador Batista. (Santa inocência!)

Ela o contesta, dizendo que foram assassinados por suas opiniões contra o governo revolucionário, por suas consciências.

Ele fica muuuito desconfortável.
A jornalista indaga por que o filme não mostra os fuzilamentos, os disparos que o próprio Che deu, em execuções, a sangue frio.

O ator não sabe.

E, por fim, ela pergunta se Benicio conhece a seguinte declaração de Che Guevara:

"A forma mais positiva e mais forte que há, à parte de toda ideologia, é um tiro em quem se deve dar em seu momento".

"Não me lembro, exatamente", responde ele.

E ela lhe presenteia com o livro "Guevara: Misionero de la Violencia", escrito por Pedro Corzo, historiador cubano e ex-preso político na ilha.
Ah, claro: a jornalista Marlen Gonzalez é de origem cubana.

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