As obras aqui publicadas podem não ser inteiramente ficcionais, podendo corresponder ao comportamento ou opinião pessoal de seus autores. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais será mera coincidência?

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Paulo Freire e seus colaboradores

Melhor ideólogo de esquerda do que pedagogo, eis o que dizem alguns dos ex-colaboradores de Paulo Freire, o Patrono da Educação Nacional, depois que o conheceram melhor:

“Ele deixa questões básicas sem resposta. Não poderia a ‘conscientização’ ser um outro modo de anestesiar e manipular as massas? Que novos controles sociais, fora os simples verbalismos, serão usados para implementar sua política social? Como Freire concilia a sua ideologia humanista e libertadora com a conclusão lógica da sua pedagogia, a violência da mudança revolucionária?” (David M. Fetterman, “Review of The Politics of Education”, American Anthropologist, Março 1986.)

“Não há originalidade no que ele diz, é a mesma conversa de sempre. Sua alternativa à perspectiva global é retórica bolorenta. Ele é um teórico político e ideológico, não um educador.” (John Egerton, “Searching for Freire”, Saturday Review of Education, Abril de 1973.)

“[No livro de Freire] não chegamos nem perto dos tais oprimidos. Quem são eles? A definição de Freire parece ser ‘qualquer um que não seja um opressor’. Vagueza, redundâncias, tautologias, repetições sem fim provocam o tédio, não a ação.” (Rozanne Knudson, Resenha da Pedagogy of the Oppressed; Library Journal, Abril, 1971.)

“Alguns vêem a ‘conscientização’ quase como uma nova religião e Paulo Freire como o seu sumo sacerdote. Outros a vêem como puro vazio e Paulo Freire como o principal saco de vento.” (David Millwood, “Conscientization and What It's All About”, New Internationalist, Junho de 1974.)

“A Pedagogia do Oprimido não ajuda a entender nem as revoluções nem a educação em geral.”  (Wayne J. Urban, “Comments on Paulo Freire”, comunicação apresentada à American Educational Studies Association em Chicago, 23 de Fevereiro de 1972.)

“A ‘conscientização’ é um projeto de indivíduos de classe alta dirigido à população de classe baixa. Somada a essa arrogância vem a irritação recorrente com ‘aquelas pessoas’ que teimosamente recusam a salvação tão benevolentemente oferecida: ‘Como podem ser tão cegas?’” (Peter L. Berger, Pyramids of Sacrifice, Basic Books, 1974.)

“Sua aparente inabilidade de dar um passo atrás e deixar o estudante vivenciar a intuição crítica nos seus próprios termos reduziu Freire ao papel de um guru ideológico flutuando acima da prática." (Rolland G. Paulston, “Ways of Seeing Education and Social Change in Latin America”, Latin American Research Review. Vol. 27, No. 3, 1992.)

“Algumas pessoas que trabalharam com Freire estão começando a compreender que os métodos dele tornam possível ser crítico a respeito de tudo, menos desses métodos mesmos.” (Bruce O. Boston, “Paulo Freire”, em Stanley Grabowski, ed., Paulo Freire, Syracuse University Publications in Continuing Education, 1972.)

Na página de John Ohliger, um dos muitos desiludidos, hoje ex-devoto, é possível encontrar outros comentários http://www.bmartin.cc/dissent/documents/Facundo/Ohliger1.html#I).

Em função da combinação de forças políticas e ideológicas que atormenta o país, nenhum nome seria mais adequado para esta horaria (sic) póstuma com o título de "Patrono da Educação Nacional".
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Um comentário:

Nicolas Rosa disse...

Freire não chega a ser grandemente inovador, porque escreve coisas que ele percebeu na prática, com uma retórica chata e estrangeira, que faz com que ele use o triplo de frases para dizer o que outros diriam com uma.

Teóricos que pensaram muito menos, como A.S Neill, Frank Mc Court e Wilhelm Reich, dizem muito mais, porque falam sem rodeio por tudo o que passaram, ao invés de tentarem perceber conceitos políticos abstratos por trás de situações simples.

Paulo Freire não é um mau autor, mas como muitos intelectuais brasileiros, é feito para quem tem a virtude da paciência, em um alto grau.