As obras aqui publicadas podem não ser inteiramente ficcionais, podendo corresponder ao comportamento ou opinião pessoal de seus autores. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais será mera coincidência?

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Dona Maria e os invasores

Meus filhos,

Esta história tem mais de 70 anos. Mostra a coragem da mulher sertaneja e um pouco da vida de seus antepassados.



Seu Nozinho e Dona Maria viveram muito tempo na própria fazenda de gado na região entre Jacobina e Senhor do Bonfim no norte da Bahia.

De vez em quando ouviam histórias de roubo de gado ou mesmo de cavalos e as suspeitas sempre caiam em cima dos ciganos, não sei se com justiça ou não. Só sei que não tinham boa fama.

Certa ocasião o vaqueiro da fazenda chamado Sr. Balbino chegou na casa central procurando Seu Nozinho para avisar que os ciganos estavam no pasto cercando uns cavalos com intenção de roubá-los.

Como Seu Nozinho estava em outra região e não tinha meios de para avisá-lo, minha avó Dona Maria montou em um cavalo e foi, ela mesma, até os ciganos acompanhada do vaqueiro, que estava morrendo de medo uma vez que estes homens sempre andavam armados e eram tidos como perigosos.

Quando avistaram os invasores D. Maria se aproximou e, com voz firme e corajosa, ordenou que saíssem de suas terras ou iam se ver com ela.

O vaqueiro estava na frente de minha avó como que para dar proteção, só viu a mira de armas de fogo dos invasores na sua direção, já que não haviam se intimidado.

Foi neste instante, para surpresa de todos que D. Maria, rapidamente, tomou a frente do vaqueiro se servindo de escudo para as armas de fogo e gritou: "atira em uma mulher se tiver coragem".

Tomados de espanto, vendo que aquela senhora magrinha e sem medo falava sério, os invasores pediram desculpas e sumiram das terras para nunca mais voltarem.

Até hoje se conhece a fama de Dona Maria, a mulher que enfrentou os ciganos.

Seu Nozinho e Dona Maria são meus avós maternos. Ele nasceu em 1906 e ela em 1910. Ambos falecidos.


Abraços, Deus os abençoe.

Seu pai

José Lamartine Neto







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2 comentários:

Dart Araujo disse...

Lembrei da minha avó que ficava sozinha na roça. Também na região de Jacobina. Por Serrolândia. Que comédia achar seu blog. Encontrei por conta de uma notícia do pré sal.

Abraço

Jose Lamartine Andrade Lima Neto disse...

Hehehe. Tambem tenho vida corrida, bike e corrida de rua, sem muita pretensão de pódio, mas pelo meta do que pelo prêmio.