terça-feira, 15 de junho de 2010

Diplomacia de sonâmbulos

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 31 de maio de 2010

Pergunto-me se alguém, no nosso governo, tem alguma compreensão do pano-de-fundo religioso, místico e esotérico das manobras do presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad. A resposta é evidentemente “Não”. A simples idéia de que em política a religião possa ser algo mais que um adorno – ou disfarce – publicitário é absolutamente inalcançável para os brucutus do Palácio do Planalto e para os galináceos engomados do Itamaraty. Toda vez que essa gente toma decisões em assuntos que pairam infinitamente acima de seus neurônios e arrastam o povo na direção de um destino que este compreende menos ainda, a liderança intelectual, política, empresarial e militar deste país deveria bater no peito e, genuflexa, recitar: Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. O Brasil está se transformando no instrumento mais passivo, bocó e inconseqüente de políticas internacionais desastrosas que, nas presentes condições, não podem sequer ser objeto de um debate público sério por absoluta falta de debatedores informados.

A ideologia dominante no mundo moderno apregoa que a sociedade política é uma realidade auto-subsistente, dentro da qual, e como parte subordinada da qual, existe um fenômeno chamado “crenças”, cujo exercício o Estado, conforme lhe dê na telha, protege ou reprime.

Essa visão das coisas, hoje tida como dogma do senso comum, é diretamente contraditada pela realidade histórica. Não existe no universo um só Estado ou nação que não tenha surgido desde dentro das religiões, como capítulo fugaz da história dos seus antagonismos internos e externos. O elemento durável e decisivo na História são as religiões: o Estado, a nação e, no fim das contas, tudo o que hoje se denomina “política” são apenas a espuma na superfície de uma corrente que se constitui, em essência, da história das religiões, tomado o termo num sentido amplo que abrange os movimentos ocultistas e esotéricos, incluindo os que se travestem de materialistas e agnósticos (o marxismo é o exemplo mais nítido: leiam Marx and Satan, do pastor Richard Wurmbrand, e To Eliminate the Opiate, do rabino Marvin Antelman, e entenderão do que estou falando).

Obscurecido pela ilusão da “política”, o predomínio absoluto do fator religioso na História mostrou uma vez mais sua força no instante em que o projeto de governo global, muito antes de se traduzir em medidas políticas concretas, teve de se constituir, já desde os anos 50, numa engenhoca espiritual que acabaria por tomar o nome de United Religions Initiative (cito uma vez mais Lee Penn, False Dawn: The United Religions Initiative, Globalism and the Quest for a One-World Religion, leitura obrigatória para quem quer que deseje entender o mundo de hoje).

Mas, se as lideranças globalistas estão bem cientes desse fator, ele continua ignorado pela massa dos analistas políticos, comentaristas de mídia e “formadores de opinião” em geral, apegados, por força da sua formação universitária, ao mito do “Estado leigo”, como se a razão de ser deste último não fosse, precisamente, o advento final de algo como a United Religions Initiative.

O único lugar do planeta onde a consciência do poder da religião como força modeladora da História está viva não só entre os intelectuais como até entre a população em geral, é o Islam. Por isso é que milhões e milhões de muçulmanos têm um senso de participação consciente em planos estratégicos de longuíssima escala – em escala de séculos – para a instauração do império islâmico mundial. Esse senso, aliado à completa invisibilidade dessa escala no horizonte histórico estreito dos políticos ocidentais, basta para explicar que o Islam tenha hoje a maior militância organizada que já se viu no mundo – um poder avassalador a cuja marcha triunfante os países mais ricos e supostamente mais fortes não sabem nem podem oferecer senão uma resistência verbal perfeitamente inútil.

Habituados a raciocinar em termos de poderes estatais, militares, econômicos e burocráticos, os estrategistas do Ocidente perdem freqüentemente de vista a unidade profunda do projeto islâmico ao longo do tempo, nublada, a seus olhos, por divergências momentâneas de interesses nacionais que, para eles, constituem a única realidade efetiva. E nisso refiro-me aos estrategistas das grandes potências, não a seus macaqueadores de segunda mão que hoje constituem a “zé-lite” da diplomacia luliana. Estes não têm sequer a noção de que exista, para além dos lances do momento, um projeto islâmico de longo prazo, ao qual servem sem atinar com o sentido daquilo que fazem ou dizem. Movem-se na cena do mundo como sonâmbulos errando entre sombras, imitando o soneto célebre de Fernando Pessoa:

“Emissário de um rei desconhecido,

Eu cumpro informes instruções de além,

E as bruscas frases que aos meus lábios vêm

Soam-me a um outro e anômalo sentido.”


fonte - http://www.olavodecarvalho.org/semana/100531dc.html


QUADRO POLÍTICO

por Jorge Roberto Pereira - Presidente FDR*
em 15 de Junho de 2010
 
O cidadão brasileiro, já há tempos, está reduzido a ter que escolher entre partidos socialistas ou comunistas, revolucionários ou reformistas. Devemos sim, a estes senhores, todo o mal generalizado que enfrentamos, e a nenhum outro regime de governo além deste que começou a se implantar no país desde a anistia, de 28 de agosto de 1979 e a governar desde o fim do ciclo militar. Sem mencionar as décadas anteriores, quando a “intelligentsia” esquerdista já fazia a cabeça dos universitários, dos meios acadêmicos e da mídia.
 
Precisamos analisar a situação política não sob a ótica da normalidade democrática, mas sob a lógica revolucionária, pois é exatamente o que está em curso no país. A democracia verga sob o fogo de uma revolução silenciosa, empreendida de forma a não levantar suspeitas das liberdades que nos estão sendo subtraídas. Façamos uma breve análise do processo político revolucionário, pois não surpreende a dificuldade da sociedade de entendê-lo.
 
 
Na disputa eleitoral, alinham-se como partidos socialistas revolucionários, o PT e o PV. Como movimentos revolucionários o MST, o MR8 (que muitos julgam extinto) e outros, incluindo aí a igreja progressista, da teologia da libertação. Como partidos comunistas marxistas-leninistas o PC do B e o PCB (dito “pcbinho”). Marxistas-trotskistas o PSOL, o PSTU e PCO. Marxistas-gramscistas o PPS e o PSB. Temos ainda os movimentos comunistas anarquistas, que podem ser ou revolucionários ou pacifistas, orientados pelo Fórum Social Mundial, compostos por ONGs e OGPs, extremamente ativas na desconstrução da sociedade tradicional. Finalmente, apresentando-se como a panacéia dos sofrimentos desta mesma sociedade, os dois partidos sociais-democratas, o PSDB, do socialismo fabiano, e o PDT, da Internacional Socialista, ambos reformistas. Ou seja, o cardápio completo do esquerdismo.

Essa confusão deliberada respeita o conselho do diabo velho ao diabo novo, quando o enviou para a Terra: “não se preocupe em esclarecer as coisas, pois o caos favorece o inferno”.
 
O trabalho em rede de todas as tendências de esquerda, num vetor somatório único, estabelece condições que passam à sociedade a impressão enganadora de estar vivendo uma democracia, pois lhe parece que a disputa eleitoral permite todos participarem democraticamente com suas idéias – todas rigorosamente antidemocráticas.
 
Defendendo teses ontem repudiadas, hoje instrumentais aos seus interesses, o “neo-marxismo” segue as “tarefas” recomendadas por Gramsci, de reformismo revolucionário, aparelhamento do estado e continuísmo no poder e adotou as seguintes “categorias”:
1. a democracia como instrumento de tomada do poder;
2. o pluralismo das esquerdas;
3. o capitalismo como instrumento de formação de prosperidade (e controlado pelos meios do “socialismo de mercado”); e
4. a revolução cultural como forma de luta de classes.
 
Por justiça, devemos todos assumir a responsabilidade de não termos conseguido, no Brasil, formar uma elite pensante a tempo e capaz de enfrentar este lado doente da condição humana, que é o pensamento esquerdista.
 




* FDR - Farol da Democracia Representativa http://www.faroldademocracia.org/index.asp
 

segunda-feira, 3 de maio de 2010

OS NOVOS ARIANOS

OS NOVOS ARIANOS

Valfrido M. Chaves - Pantaneiro, Psicanalista.

O século passado produziu fenômenos que, para sempre, serão motivos de vergonha para a humanidade. O imperialismo, o nazi-fascismo e o socialismo marxista se igualaram em suas conseqüências nefastas que, como disse, se manterão como chagas na memória das civilizações.

O Imperialismo, que sucedeu ao Colonialismo, foi o meio pelo qual as Nações mais ricas e poderosas extorquiram e degradaram os recursos naturais e humanos de povos e continentes, mais acumulando riquezas para si e pobreza para Nações incapazes de se defenderem da exploração.

A I e II Guerras Mundiais ocorreram no contexto da disputa imperialista por mercados e recursos naturais. Na sombra da I Guerra surgiu o totalitarismo nas feições nazista e socialista, movimentos que se confrontaram, mas que, bem analisados, eram faces de uma mesma moeda. Para o nazi-fascismo alemão, o arianismo, alucinando uma raça pura e superior que construiria a civilização redentora da humanidade, todos os meios eram justificados pelo glorioso objetivo. O socialismo russo, onde uma classe social redentora construiria o futuro da humanidade, desembocou no totalitarismo historicista. Para socialistas e fascistas os fins justificavam os meios, na medida em que tudo o que beneficiasse suas causas seria necessariamente moral, justo e verdadeiro.

No regime nazi-fascista a “classe” redentora seria constituída pelos arianos, a “raça superior”. No regime socialista-comunista, a “raça superior” seria o operariado, representado pelo Partido Comunista, então condutor da humanidade e da História. Ambos os regimes se irmanaram na empáfia de serem donos do futuro da história, na crueldade e no desprezo pelo valor do ser humano de qualquer etnia ou classe social.

Neste momento, os brasileiros se vêem às voltas com um movimento zumbi, ou seja, morto-vivo, em que “novos arianos” ressuscitam pretendendo ainda serem donos de nossa História e futuro, quaisquer que sejam os meios que tenham, para isso, de empregarem. Curiosamente, pretendem ser socialistas e, repetindo o velho catecismo marxista-leninista, praticam também o princípio de que os fins justificam os meios e de que a moral e a verdade sãos relativas. O leitor duvida? Então vejamos...

Quem sobre eles faz um juízo crítico, “é preconceituoso, tem preconceitos de classe”. Suas críticas, entretanto, seriam expressão de “justa consciência”... Sua oposição é “justa”, enquanto a oposição a eles é “preconceituosa”. A corrupção, nos redis alheios, é corrupção, digna de CPIs, esclarecimentos e punições. Entretanto, quando pegos com a mão na cumbuca dos cofres públicos ou da extorsão, os fatos se tornam “golpe das elites” e os recursos mal ganhos seriam apenas “recursos não contabilizados”. Com as frases “não fomos os primeiros”, “não fomos nós que inventamos”, pretendem de tudo se justificarem e se anistiarem, o que os torna acima do bem e do mal! Seres superiores, nada os atinge!

Tudo isso, em síntese, é o neo-arianismo ideológico, a “nova raça superior” tupiniquim com o qual estamos às voltas. Na prática, um Partido, uma militância com vocação totalitária e pretendendo ser dona do destino da Nação. Por isso, a tudo se julgam autorizados, desde o Mensalão com sua impunidade, até à destruição dos cacaueiros na Bahia, com vírus disseminados propositadamente. Cá entre nós... De onde poderá ter vindo a aftosa que impactou a melhor pecuária do mundo, em MS?

Eis o abacaxi que os brasileiros têm para descascar neste início de milênio.


O bispo Lula e a polícia por Diogo Mainardi

O bispo Lula e a polícia

sábado, 17 de abril de 2010 | 2:29


O presidente Lula conduz o Itamaraty da mesma maneira que o bispo Romualdo conduz a Igreja Universal. Os dois recomendaram procurar os bandidos nas cadeias e negociar diretamente com eles, dizendo: “Pô, a gente está fazendo um trabalho tão bacana. Pô, todo mundo armado. Pô, a gente é companheiro ou não é?”.

O bispo Romualdo, de acordo com a Folha de S.Paulo, resumiu candidamente o espírito desse seu empenho diplomático bilateral: “Nosso problema não é o bandido, nosso problema é a polícia”. É o que Lula tem repetido insistentemente nos últimos anos, em todos os encontros internacionais. Ele recomenda procurar os bandidos em suas cadeias e negociar diretamente com eles. Porque o problema, segundo Lula, não é o bandido de Cuba, o bandido de Gaza, o bandido da Coreia do Norte, o bandido da Guiné Equatorial, o bandido da Venezuela – o problema é a polícia.

Em 16 de maio, o bispo Lula emulará o presidente Romualdo e dará o passo mais ruinoso de sua carreira. Ele procurará Mahmoud Ahmadinejad em sua cadeia iraniana e negociará com ele “olho no olho”, prometendo ajudá-lo a escapar da polícia dos Estados Unidos e da Europa. Lula retribui assim a visita de Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil, no fim do ano passado. Um de seus acompanhantes naquela visita foi Esmail Ghaani, que entrou anonimamente no país. Ele era comandante interino das Forças Quds, a unidade de elite da Guarda Revolucionária iraniana. A caminho do Brasil, Mahmoud Ahmadinejad e Esmail Ghaani fizeram uma escala no Senegal. O jornal Al Qanat, publicado no Líbano, em árabe, relatou que Esmail Ghaani usou sua passagem por Dacar para adquirir uma série de docas no porto local, em nome da companhia de fachada IRISL. Nessas docas, a Guarda Revolucionária iraniana pretende armazenar os produtos triangulados da América Latina, a fim de furar o bloqueio comercial imposto pela ONU.

O contrabando é apenas uma das bandidagens praticadas pelas Forças Quds. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos denunciou-as por treinar, financiar e armar terroristas. O chefe de Esmail Ghaani, Qassem Suleimani, foi punido pela ONU, que congelou seus bens. A Europa acusou a Guarda Revolucionária de comandar o programa nuclear iraniano e passou a perseguir seu conglomerado de empresas por “proliferação de armas de destruição em massa”.

O que Esmail Ghaani fez no Brasil? Com quem ele se encontrou? Empresas nacionais negociaram com as empresas de fachada das Forças Quds? Para Lula, nenhuma dessas perguntas importa. Afinal, a gente é companheiro ou não é? Olho no olho com Mahmoud Ahmadinejad, em maio, Lula poderá dizer mais uma vez: “Nosso problema não é o bandido, nosso problema é a polícia”. Pô.

Por Diogo Mainardi

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Precipitação pela classificação

Caro Professor,


Desculpe não tê-lo respondido antes. Há alguns dias não me sinto bem fisicamente, estando com problemas de estomago, febre e diagnosticado como possuidor de uma “virose”. Esta, voce sabe, é a forma cômoda com que médicos definem algo desconhecido e, de tanto ser usado, acaba se incorporando no senso comum. Acho que a questão é não se darem ao trabalho metódico de investigação e análise, para se chegar a uma conclusão mais precisa.


E por falar nisso, acho que o Senhor cai nesse mesmo mecanismo da generalização simplista quando diz “é preciso mesmo ser muito extremista para ver as coisas de tal perspectiva!” É preciso mais profundidade para dar um “diagnóstico” diferente de “virose”.


Não vejo razão de concordância sobre a direita brasileira. Mais do que “incrivelmente envergonhada”, ela é terrivelmente incompetente não servindo nem para denunciar os podres que recheiam nossos “ilustres” representantes. É isso mesmo, nossos. Votei no PT sim. Logo, é provável (não sou doido de afirmar) que seu pensamento a meu respeito esteja equivocado professor, já que não tenho nenhum representante do PSDB ou do DEM.


A opinião sobre a rede Globo é algo que gostaria que fosse respeitada. É obvio que as revoluções deixaram de ser sangrentas, são sutis e de longo prazo, “dominando os corações e mentes” (parece que é de Sun Tsu). Se o “pensamento da extrema direita não tem raízes no sentimento” de nosso povo é uma obviedade, bem como a ideologia de esquerda, ambas importadas.


Meu problema com a rede Globo e outras emissoras não é, como disse “a questão dos costumes; de fato, os valores da sociedade brasileira mudaram muito nos últimos, digamos, trinta anos”. O problema professor Niels é que ficamos no discurso da liberdade, quando na verdade fazemos parte de uma “manada” sendo conduzida com berrantes, chicotes e mordidas (dos cães).


Não questionei em nenhum momento os maravilhosos avanços que nasceram genuinamente das demandas sociais, dos grupos e das lutas empreendidas. São formidáveis conquistas. Isso não está em questão, portanto não insinuei qualquer fracasso moral da sociedade. Porem existe uma sutil diferença daquilo que nasce como causa popular e do é induzido pela mídia como, por exemplo, o caso Lula ter se transformado em produto nas mãos de Duda Mendonça, ou de valores nunca foram sequer questionados e agora se coloca como algo já na pauta. Essa é a questão: quem faz a pauta de nossas discussões diárias ou semanais? Se, de alguma forma temos como nos defender com algum senso critico, o que podemos dizer dos milhões de brasileiros que engole “goela abaixo” como se fossem novas verdades? É isso que o senhor chama de progressista?


Caro Professor, também fui aluno de Colégio Militar por dois anos (1977 e 1978), alem disso tenho parentes militares tanto da reserva como da ativa como meu irmão que está servindo a ONU lá no Haiti. Quase nos mata de preocupação quando ocorreu o terremoto em janeiro. Saiu ileso e se sente abençoado por isso e por poder estar lá ajudando pessoas. Meu desabafo, agora sim, é por medo da configuração de qualquer extremo, e aí, tanto os regimes de extrema-esquerda como os de extrema-direita são danosos para sociedade.


Foi por isso que coloquei algumas informações colhidas de como se chegar ao poder...


1) Por "golpe" seguido de violência


2) Por "mudança de postura" política. Uma mudança no discurso, passando a ser falsamente considerado democrático. Vai assumindo características de ditadura – ex.: Venezuela (para ilustrar, assistir ao filme "A Onda" ("Die Welle" de Dennis Gansel); é muito ilustrativo.


3) Por fim, a "infiltração lenta e gradativa" em todos os setores da sociedade, por décadas seguidas, manipulando e adestrando as mentes para pensar a partir de um único ponto de vista – estratégia pregada por Gramsci – sendo o menos violento dos métodos e o mais incapacitante – ex.: Brasil??


O método do “golpe” e da “mudança de postura”, por mais violentos que sejam, não elimina a oposição do regime, que existe para vigiar e denunciar os abusos.


Quanto ao fato de afirmar que as idéias que expresso “geralmente estão associadas a outras como o racismo e o desprezo a tudo que vem das classes populares, a fórmulas para a educação dos jovens que não passam de manipulação e inculcamento de mentiras”. Bem, pelo meu histórico nesta instituição (tem pessoas que gostam, não só museus) afirmaria o contrário. Como não sei o que responder agora, tomarei umas informações, pra não ser injusto contigo e te darei uma resposta. Pode ser que esteja presente algum tipo de discriminação velada, ou de alguma forma me provocar algum dano moral. Não sei. Ainda.


Por fim, inteligente como você é, só deve estar de brincadeira comigo, e é assim que devo ver. Usar, de novo a fórmula cômoda de classificação quando me questiona, em aparente ironia, o título estigmatizante de “direitista extremista talvez libertário”, da vontade de rir, pois parece não ter entendido o teor de meu email.


Quanto a meu olhar sobre as coisas maravilhosas e “tanto progresso” é obvio que não sou cego. Vejo sim maravilhado até, pois isso é fácil, ta na cara é como o hardware do computador. Porém tem outras coisas que estão na cara e não se quer ver, por questão de princípios ou por falta deles, e por fim tem o software, aquilo que está nas entrelinhas. Como pode perceber, não dá para analisar o progresso com a postura de médico que não aprofunda seu trabalho, usando de generalizações para explicar o todo dos sintomas.


Antes que classifiquem em mais alguma categoria, gostaria de adiantar que o dinheiro que investi em psicanálise foi muito bem gasto, podem ter certeza, e que, alem de não ser dono da verdade (e quem é?). Neste momento estou exercendo meu direito de expressar meus pensamentos, e honestamente, é isso que quero que continue acontecendo.


Abraço


Lamartine

domingo, 18 de abril de 2010

Planta Piloto pp-nvp - RelatorioFinal

RESUMO

Na primeira etapa de execução deste projeto foram estudados separadamente os equipamentos e instrumentos interligados na planta piloto, de que forma se comunicam, as suas alimentações, programações, dimensionamento e os seus principais componentes. Desse modo poderá ser analisada a necessidade desses instrumentos e sua real influência no processo, permitindo implantar estruturas mais avançadas e mais utilizadas nas indústrias atualmente no lugar de equipamentos e instrumentos de certa forma ultrapassados ou dispensáveis na composição da planta mencionada. A instalação desses componentes terá o objetivo de também melhorar o desempenho da Planta Piloto de vazão e nível. Uma das modificações está relacionada à retirada da bomba da jusante do tanque superior, mantendo a saída por gravidade.

Logicamente, toda e qualquer modificação será analisada minuciosamente antes de sua realização, partindo sempre de uma perspectiva realista da disponibilidade de materiais dentro da instituição ou viabilidade para obtê-los de maneira comercial. Como o propósito da planta piloto é essencialmente didático, algumas estruturas mais antigas e de fácil compreensão do funcionamento serão aproveitadas, aliadas a processos de calibragem e testes de aptidão antecipadamente.

Paralelamente, ocorrerá a medição das dimensões dos instrumentos, equipamentos, tubulações e acessórios para a confecção de um fluxograma, do projeto de instrumentação e do projeto de tubulações e equipamentos da planta piloto, os quais auxiliarão no redimensionamento e montagem da mesma.

A seguir, com os componentes em mãos, ocorrerá a montagem das novas estruturas físicas e lógicas (programação, comunicação, suprimentos, dimensionamento, instalação, sincronia, entre outros) a partir dos estudos realizados previamente. A conclusão desta parte levará o projeto a sua etapa final, a qual será o teste funcional de todas as estruturas presentes na planta piloto.

As práticas a serem desenvolvidas com esta Planta Piloto serão práticas de estudo do funcionamento do processo e de controle PID e suas conseqüências, configuração dos controladores (ação, ganho proporcional, ganho integral, ganho derivativo, etc.), sintonia de controle, etc.


LIMA NETO, J.L.A., PEREIRA, T.S. e outros. CONSTRUÇÃO DE PLANTA PILOTO. Salvador, 2009. (Relatório final da disciplina Controle II) - Departamento de Tecnologia Eletroeletrônica, Curso Técnico de Automação e Controle Industrial, Instituto Federal da Bahia.

Disponível em https://www.researchgate.net/publication/301867502_Construcao_de_Planta_Piloto_-_Nivel_Vazao_e_Pressao_Relatorio

sábado, 17 de abril de 2010

Os 'ditos populares'

Dicas do Prof. Pasquale:

No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro' "Minha grande dúvida na infância... Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro???"
Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro' "Tá aí a resposta para meu dilema de infância!" Hehehe EU NÃO SABIA. E VOCÊ?

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.' "Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?" Tudo bem eu era uma malinha!

'Cor de burro quando foge.'
O correto é: 'Corro de burro quando foge!' "Esse foi o pior de todos!
Burro muda de cor quando foge??? Qual cor ele fica??? Porque ele muda de cor???" Eu queria porque queria ver um burro fugindo para ver a cor dele! Sério!

Outro que no popular todo mundo erra: 'Quem tem boca vai a Roma.'
"Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar!" Hahaha
O correto é: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que todo mundo diz errado,
'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. "Esse... Sei lá!"
O correto é: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso... 'Quem não tem cão, caça com gato.' "Entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, quando quer e se quer, mas vai que o bicho tá de bom humor!"
O correto é:'Quem não tem cão, caça como gato..... ou seja, sozinho!'

Vai dizer que você falava corretamente algum desses?

O anúncio de Olavo Bilac

O anúncio de Olavo Bilac Autoria desconhecida Certa vez, um grande amigo do poeta Olavo Bilac queria muito vender uma propriedade rural, um ...