segunda-feira, 23 de maio de 2011

Para ser moderninha, classe média cai na promiscuidade

Postado em Política, por Roberto Kenard
Assuntos: BBB, classe média, Freud, Playboy, prostitutas
8 de maio de 2011 às 22h48min

Da classe média brasileira, não raro, saiam poetas, escritores e intelectuais que faziam história no País. Então, ela começou a se degradar economicamente e foi virando moderninha na mesma proporção. Começou com as mães moderninhas que passaram a fazer uso de uma psicologia imaginária por nunca terem lido Freud. Depois vieram os pais também moderninhos.

Eles começaram por apagar a salutar hierarquia familiar ao pregar que você é amiguinho ou amiguinha da filha ou do filho. Essa cumplicidade de amiguinhas de salão de beleza levou, não poderia ser de outro jeito, a um vale-tudo de conseqüências imprevisíveis.

Hoje não é raro ver pai ou mãe agenciando, por exemplo, as filhas para posar para revistas masculinas. Não há nada dessa promiscuidade em Freud, acrescente-se logo. Isso é o de menos, reparem bem. Há filhos posando nus em posições sexuais com as mães, também nuas. E há filhas reclamando com o pai da posição sexual que o namorado insiste em fazer, considerada por elas conservadoras.

Antigamente, as mulheres que transavam em troca de dinheiro eram chamadas de prostitutas. As pobres coitadas sofreram todo o tipo de preconceito e de perseguição, proveniente em grande parte das famílias de classe média. Acreditavam as famílias de classe média que as prostitutas iriam destruir as famílias.

Deu-se um fenômeno singular: as meninas de classe média é que acabaram com as prostitutas. Mas o requinte moral diabólico da classe média jamais iria aceitar que suas filhas fossem chamadas de prostitutas. Com a entrada das meninas de classe média na jogada financeira do sexo, prostituta passou a ser garota de programa. Uma senhora de classe média diria em seu linguajar próprio: lindo e moderninho, não?

Não faz muito, li a declaração de uma ex-BBB – não sei o nome dela porque ainda não me degradei o suficiente para assistir a lixos do tipo – de que só fechou o contrato com a Playboy depois que o pai havia visto as fotos dela nua. Com a aprovação do pai, topou o contrato. E disse isso com contrição de filha zelosa.

Bom, hoje, mais que nunca, entendo o motivo por que a classe média detestava Nelson Rodrigues.

P.S: Com este pequeno artigo serei chamado de reacionário, retrógrado, ultrapassado e careta. Bom, alguém precisa ser reacionário, retrógrado, ultrapassado e careta num país formado só por gente moderninha. Trata-se de um elogio, convenhamos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Do outro lado, foram 119 execuções

Posted: 01/05/2011

by R. S. Fialho in Brasil, Esquerdismo, História, Marxismo, Mentalidade Revolucionária, Movimento Revolucionário

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É comum ouvirmos falar da violência com que o regime militar combateu o comunismo. Mas é raro ouvirmos falar da violência com que os comunistas reagiram ao regime. Muitos inocentes morreram ou foram mutilados por causa de ataques terroristas realizados por organizações comunistas. Já que a grande mídia tem rabo preso e por isso não fala das vítimas dos comuna, publico uma lista de 119 vítimas fatais dos comunistas.

As famílias destas vítimas não recebem as polpudas reparações que hoje todos pagamos aos denominados “perseguidos políticos”.


http://frenteocidental.com/2011/05/01/do-outro-lado-foram-119-execucoes/



domingo, 8 de maio de 2011

Minorias , movimentos e mudanças sociais

Antigamente diziam que na minha cidade ninguém queria ser sapateiro. Tinham medo porque foi divulgado que 50% deles morriam de tuberculose.
O que o povo não sabia é que só existiam dois profissionais e um morreu deste mal.

Vejamos outros exemplos:

"Pelo segundo ano consecutivo, a Bahia foi o Estado que registrou o maior número de casos, com 29 assassinatos (15 gays e 14 travestis), seguido por Alagoas (24 casos), Rio de Janeiro e São Paulo (23 casos cada). Em termos relativos, que leva em conta a população do Estado, Alagoas lidera o ranking dos homicídios homofóbicos. Por esse critério, Maceió também é a capital mais perigosa para os homossexuais, com nove casos na cidade de 932 mil habitantes. Superou Salvador (oito casos e 2,6 milhões de moradores), Rio de Janeiro (sete casos e 6,3 milhões de habitantes) e São Paulo (três casos e 11 milhões de moradores)."
fonte - http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/ba/total+de+gays+assassinados+sobe+31+em+2010+no+pais/n1300024126215.html

"O ano de 2010 terminou com 182 policiais baleados no Estado do Rio de Janeiro. A estatística fechou com 83 PMs mortos, 11 PCs mortos, 1 PF morto, 76 PMs baleados, 9 PCs baleados, 1 PF baleado e 1 PRF baleado. Dos 182 policiais, 75 estavam de serviço. Doze eram PMs reformados e um era policial civil aposentado."
fonte - http://robertatrindade.wordpress.com/estatistica2010/

Para ver os dados de São Paulo onde policiais são mortos com mais de 10 tiros a queima-roupa vá para http://apsegp.blogspot.com.br/2010/10/policia-na-mira-veja-relacao-de.html

Será que existe uma superexposição midiática de temas colocados a título de defesa de grupos vulneráveis?
O Estado, totalmente tomado por simpatizantes e representantes destes movimentos, altamente organizados, exploram os fatos (quando não os cria), dão visibilidade astronomicamente potencializada como se isso fosse a opinião de toda a sociedade, com isso justificando a mudança de leis ou a elaboração de novas, nas quais se colocam como defensores destas "minorias".

O mais famoso estudo de Salomon Asch na década de 1950 - o efeito da pressão social na conformidade - pretendia responder à pergunta: como e até que ponto as forças sociais moldam as opiniões e atitudes das pessoas? Imaginar que isso já era discutido e estudado cientificamente a mais de 60 anos, de que forma o avanço das telecomunicações tinham poder de influência na população, fico me perguntando até quando continuaremos cordeirinhos guiados pelos formadores de opinião ignorando os processos?

A condução da sociedade é algo cientificamente planejado e executado com uma precisão milimétrica por uma espécie de “Engenharia Social”. Existem os meios, as ações estimulantes e é só aguardar os resultados, estabelecendo ações corretivas como um sistema de controle Feed Back.

As ultimas décadas tornou o sistema judiciários um verdadeiro Frankenstein, totalmente invertido na sua lógica (Aristóteles remexe-se no túmulo) onde os casos particulares submetem a sociedade. O discurso de inversão da lógica do Estado foi para a prática. Deixamos de ser iguais perante a lei.

Concordo que o poder econômico paga melhores profissionais deixando ao Estado a tarefa de ficar do lado do cidadão indefeso através das defensorias públicas. Logo, aquilo que distingue as pessoas com maior poder aquisitivo, seria compensado pelo fortalecimento dos grupos como forma de enfrentamento. Agora perante a lei, existem os iguais e os mais iguais dos que os iguais, ou seja, a lei já está criando distinção entre as pessoas e os grupos, a título de proteger as minorias. Logo logo para alguns vai ser permitido fazer coisas que para outros estará proibido.

Como eram alguns valores da nossa sociedade e para onde está se encaminhando:

Mãe solteira; Usuário de drogas; Cigarro (tabaco); Trabalho da Criança; Igreja; Casamento; Autoridade; homossexuais; Liberação da Maconha; Pedofilia; etc.

Isso me lembra um texto ‘A onda’ e o irracionalismo dos grupos (comentário sobre o filme “A onda”) escrito por Raymundo de Lima, Psicólogo, doutor de Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM). A análise do texto se baseia em algumas linhas como a psicologia de massas e a servidão voluntária dos indivíduos a um líder, grupo ou causa mítica; a propaganda política e ideológica; alem do recurso da ‘experiência pedagógica’, como meio de ir para além do mero aprendizado de conceitos teóricos. Faz alusão a Kurt Lewin que tinha como propósito criar não somente técnicas de aprendizagem alternativa à aula tradicional, considerada chata ou enfadonha, mas de efetivamente trabalhar a "dimensão afetiva e emocional de cada grupo enquanto gestalt, onde estão presentes preconceitos, dogmatismo, coesão, fé cega num líder, bloqueios, filtragens, enganos e auto-enganos na comunicação entre seus membros."
No filme A Onda pode-se observar, segundo o Prof. Raymundo Lima,

“fenômenos como ‘conformidade’, ‘disciplina’, ‘bloqueios’, ‘filtragens’, ‘contágio social’, a influência do ‘poder’, a ‘submissão’, as ‘distâncias sociais’, ‘barreiras psicológicas’, a ‘psicose de massa’, o ‘vigiar e punir” de uns contra outros para que ninguém seja a si próprio, a delação ou dedurismo como prática corriqueira de difícil verificação e confrontação com a verdade, o ‘narcisismo das pequenas diferenças’ proposto por Freud, a ‘regressão dos indivíduos a condição de massa’ (conforme dito de Adorno: o fascismo ao manipular as massas, faz “psicanálise às avessas”), etc.”

Diante de todos estas mensagens através deste veículo (intracefet) fico pensando (como indivíduo e não como grupo) na quantidade de elementos em comuns citados pelos autores, usados pelos discursos dos nossos esquerdistas (em plantão permanente), ou daqueles que se colocam como representantes de sindicatos, movimentos sociais, representantes dos grupos vulneráveis, etc. Como disse Lima, continua sendo atual o discurso do professor Ross, proferido no final de “A onda”:

“Vocês trocaram sua liberdade pelo luxo de se sentirem superiores. Todos vocês teriam sido bons nazi-fascistas. Certamente iriam vestir uma farda, virar a cabeça e permitir que seus amigos e vizinhos fossem perseguidos e destruídos. O fascismo não é uma coisa que outras pessoas fizeram. Ele está aqui mesmo em todos nós. Vocês perguntam: como que o povo alemão pode ficar impassível enquanto milhares de inocentes seres humanos eram assassinados? Como alegar que não estavam envolvidos. O que faz um povo renegar sua própria história? Pois é assim que a história se repete. Vocês todos vão querer negar o que se passou em “A onda’. Nossa experiência foi um sucesso. Terão ao menos aprendido que somos responsáveis pelos nossos atos. Vocês devem se interrogar: o que fazer em vez de seguir cegamente um líder? E que pelo resto de suas vidas nunca permitirão que a vontade de um grupo usurpe seus direitos individuais. Como é difícil ter que suportar que tudo isso não passou de uma grande vontade e de um sonho”.

Lembrando dos policiais mortos, alguem está a buscar leis para distinguir os policiais do resto da população, estes sim morrendo às moscas, e que deveriam ser protegidos ou gozar de regalias? Claro que não. Só coloquei policiais como exemplo por estes correrem perigo como função do Estado, são seus representantes, alem de desorganizados é claro. Muito diferente de quem faz da sua própria vida uma jornada perigosa como os usuários de drogas, banhistas da praia de Boa Viagem em Recife, os profissionais do sexo , namoradas com namorados imaturos que não suportam o NÃO da separação (e matam) e todos aqueles que têm “ligações perigosas”.

Como na história do sapateiro, qualquer verdade é meia-verdade se não se investigar um pouco mais.

Portanto, que autonomia é esta que não dá independência de pensamento? Os últimos versos de Cântico Negro do inspirado José Régio podem ser o início de uma resposta...

(...) Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


José Lamartine Neto

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Link para download do filme "A Onda":
http://www.filesonic.com/file/16380987/A%2BONDA%2B-%2B2008.7z

Link para o texto ‘A onda’ e o irracionalismo dos grupos (comentário sobre o filme “A onda”) escrito por Raymundo de Lima
http://br.monografias.com/trabalhos906/a-onda-irracionalismo/a-onda-irracionalismo.shtml

terça-feira, 26 de abril de 2011

Desfazendo alguns mitos sobre 64

Heitor De Paola

“Deixaram que os adversários escrevessem
a história, e como os inimigos não mandam
flores, vamos aturar as mentiras e, com muito
esforço, tentar reverter os fatos verdadeiros.”
(José Batista Pinheiro, Cel EB Ref)

Basta olhar quem hoje está no poder político da Nação para perceber que são os derrotados militarmente em 64, que venceram uma das batalhas mais importantes: a cultural. Refugiando-se nesta área negligenciada pelos governos militares, e baseando-se na desinformação e nas teses de Gramsci, passaram a escrever grande parte da história, principalmente aquela de alcance público, acadêmico e nas escolas de todos os níveis, novelas e minisséries de TV. Tornaram-se “donos” dos significados das palavras. Temos hoje muito mais mitologia induzida do que história ocorrida. É trabalho para décadas – se houver liberdade para tanto – desfazer todos os mitos dos chamados “anos de chumbo”. Darei minha modesta contribuição, falando daquilo que vivenciei.

As opções políticas na década de 60
Um dos mais caros mitos é o de que militares maldosos, aliados à “burguesia” nacional “ameaçada em seus privilégios” – e subordinados às demandas maquiavélicas dos EEUU – resolveram abortar pelas armas a política conduzida por um governo legítimo e que atendia aos “anseios populares”.

Em primeiro lugar nega-se o fato de que em 1959 a geopolítica da América Latina (AL) havia virado do avesso pela tomada do poder em Cuba por Castro, que logo assumiu sua condição de comunista e se aliou à URSS. Seguiu-se um banho de sangue de proporções inimagináveis – do qual é proibido falar! – e a lenta e progressiva instalação na ilha de numerosos instrutores soviéticos que adestraram tropas cubanas e formaram e exportaram guerrilheiros e terroristas, e re-estruturaram o sistema de Inteligência. Através desta “cabeça de ponte” aumentou sobremaneira a influência da URSS na AL. Os jornais noticiavam diariamente as tentativas de derrubada do governo legitimamente eleito da Venezuela, país chave pela produção petrolífera. O próximo objetivo estratégico era o Brasil, País imenso, já em fase inicial de industrialização e cujas Forças Armadas representavam um poderoso obstáculo à penetração comunista no Continente.

Outro fator só mais recentemente veio à luz devido à defecção de Anatoliy Golitsyn, oficial graduado da KGB. Em 1959, durante o período de desestalinização da URSS, Alieksandr Shelepin apresentou um relatório ao Comitê Central do PCUS mostrando a necessidade de que os órgãos de segurança voltassem a suas funções originais de desinformação, exercidas pela OGPU (1922-34). A partir de então toda notícia do mundo comunista era baseada em informações emanadas e/ou alteradas pelo Departamento D (Desinformatziya) da KGB.

25 de agosto de 1961, renúncia de Jânio Quadros marca um momento importante. O Vice, João Goulart, encontrava-se na China e declarou que iria comandar o processo de “reformas sociais” tão logo assumisse. Os Ministros Militares e amplos setores civis se opuseram à posse de Jango por suas notórias ligações com a esquerda. Seu cunhado Brizola, Governador do Rio Grande do Sul reagiu, o Comandante do Terceiro Exército, Gen Machado Lopes, ficou do lado dele e o Brasil esteve à beira da guerra civil. A Força Aérea chegou a dar uns tiros no Palácio Piratini. Brizola tomou todas as rádios de Porto Alegre e obrigou as demais a entrarem em cadeia, a Cadeia da Legalidade! E lá estava eu, “comandando” uma mesa em plena rua, a uns 4o C, com uma lista de assinaturas para quem quisesse “pegar em armas pela legalidade”, atuando em conjunto com membros do extinto PCB. Com a emenda parlamentarista tudo se acalmou mas em janeiro de 63, num plebiscito nada confiável o País retorna ao Presidencialismo.

Fiz parte da Juventude Trabalhista e só não entrei para os Grupos dos 11, do Brizola, sobre os quais hoje quase se nada se ouve, porque não tinha idade e, portanto, não era confiável. No início dos anos 60 o hoje santificado Betinho, junto com o Padre Vaz, elaborou o "Documento Base da Ação Popular (AP)", que previa a instalação de um governo socialista cristão no Brasil. Mas o documento em que a AP se declarava francamente a favor da instalação de uma ditadura ao estilo maoísta foi mantido secreto até para os militantes da base. Só vim a ter contato com ele através de Duarte Pacheco (um dos membros do Comando Nacional de AP) em agosto de 65, quando eu já era mais "confiável". O documento, que era obviamente o produto de uma luta interna na esquerda mundial, defendia a luta em três etapas: reivindicatória (movimentos populares, greves); política (início das guerrilhas no campo, como na China e Vietnã) e ideológica (a formação do Exército Popular de Libertação). Contrariava a teoria do foco guerrilheiro, preferida por Guevara e Debray.

O MASTER (nome do MST da época), do Brizola, invadia terras no RS (como a do Banhado do Colégio, em Camaquã) e as Ligas Camponesas, de Francisco Julião, com apoio explícito do Governador Arraes, no Nordeste. A CGT, (presidida por Dante Pelacani), a UNE (José Serra) propunham abertamente um golpe com fechamento do Congresso. Armas tchecas começaram a surgir. O ano de 1963 foi uma agitação só. O movimento estudantil, do qual posso falar, estava dividido entre a Ação Popular (AP) e o PCB. Quem não viveu aqueles tempos dificilmente pode imaginar o nível de agitação que havia por aqui. O re-início das aulas em março de 64 praticamente não houve.

Num encontro em Pelotas, onde eu estudava Medicina, com o último Ministro da Educação do Jango, Sambaqui, no início de março, ele nos revelou que tudo começaria com o comício marcado para o dia 13, em local proibido para manifestações públicas (em frente ao Ministério da Guerra) já em desafio aberto e simbólico à lei, seria continuado pelo levante dos sargentos do exército e da marinha – formando verdadeiros soviets – e pelos Fuzileiros Navais em peso, comandados pelo "Almirante do Povo", Aragão. Pregava-se a subversão da hierarquia e disciplina militares. Seguir-se-ia pelo já programado discurso de Jango no Automóvel Clube do Brasil. A pressão final sobre o Congresso seria em abril e maio: se não aprovasse as "reformas de base" seria fechado com pleno apoio popular.

Na mesma época, participei de uma ação comandada por um agitador da Petrobrás e da SUPRA (Superintendência da Reforma Agrária), em Rio Grande, pela encampação da Refinaria de Petróleo Ipiranga o qual, num discurso na Prefeitura, declarou que a República Socialista do Brasil estava próxima. As ocorrências de março só confirmaram a conspiração acima mencionada. No comício do dia 13 Brizola pregou o fechamento do Congresso se não aprovasse as tais “Reformas de Base” (na lei ou na marra) – ninguém me contou, eu ouvi no rádio. Prestes dizia que os comunistas já estavam no Governo, só faltava tomarem o Poder.

Não havia, pois, opção democrática alguma. Restava decidir se teríamos o predomínio dos comunistas ou uma re-edição do Estado Novo ou de uma ditadura peronista, chefiados por Jango. As passeatas civis estavam nas ruas exigindo fim da baderna e em apoio ao Congresso. Sugerir que se devia esperar que Jango desse o golpe para depois tirá-lo, me parece uma idéia legalista infantil, pois então teria que ser muito mais cruento. Foi, na verdade, um contragolpe cívico-militar preventivo.

Participação dos EEUU
Outro mito é sobre a participação americana no “golpe” de 64. Chamada de “Operação Thomas Mann” (nome do então Secretário de Estado Adjunto para a AL) não passa de uma mentira baseada em documentos forjados pelo Departamento D já citado, através da espionagem Tcheca. Quem montou a operação foi o espião Ladislav Bittman que, em 1985 revelou tudo no seu livro The KGB and Soviet Disinformation: An Insiders View, Pergamon-Brasseys, Washington, DC, 1985. Segundo suas declarações “A Operação foi projetada para criar no público latino-americano uma prevenção contra a política linha dura americana, incitar demonstrações mais intensas de sentimentos antiamericanos e rotular a CIA como notória perpetradora de intrigas antidemocráticas”. Outra fonte é o livro de Phyllis Parker Brazil and the Quiet Intervention: 1964, Univ. of Texas Press, 1979, onde fica claro que os EEUU acompanhavam a situação de perto, faziam seus lobbies e sua política com a costumeira agressividade, e tinham um plano B para o caso de o País entrar em guerra civil. Entretanto não há provas de que os Estados Unidos instigaram, planejaram, dirigiram ou participaram da execução do “golpe” de 64.

Embora as revelações tenham sido tornadas públicas em 79/85, a imprensa brasileira nada publicou a respeito não permitindo que a opinião pública tomasse conhecimento da mentira que durante anos a enganou. Apenas a Revista Veja na sua edição nº 1777, de 13/11/02, publica a matéria ”O Fator Jango” de autoria de João Gabriel de Lima, onde este assunto é abordado.

A luta armada e o AI 5
Finalmente, o mito de que brasileiros patriotas e democratas se levantaram em armas contra o “endurecimento da ditadura” através do Ato Institucional No. 5, 12/68.

Em julho de 65, na primeira tentativa de restabelecer a UNE, extinta pela Lei Suplicy, foi realizado um Congresso no Centro Politécnico em SP no qual fui eleito Vice-Presidente de Intercâmbio Internacional. Em outubro fui preso em Fortaleza, o que impediu minha ida ao Congresso da UIE na Mongólia, onde seria traçada uma estratégia de recrudescimento da violência revolucionária na AL. De 66 – ano da Conferencia Tricontinental de Havana e da Organización Latino Americana de Solidariedad (OLAS) – a 68 participei, no Sul, das intensas discussões clandestinas sobre a luta armada conduzidas por militantes da AP treinados em Pequim. Em janeiro de 68, 11 meses antes da edição do AI 5, a luta foi implementada por todas as organizações revolucionárias, menos o PCB. A AP “rachou”, eu fiquei do lado contrário à maluquice da luta armada e saí, não sem sofrer posteriormente sérias ameaças de meus “companheiros”. Logo depois, mudou o nome para Ação Popular Marxista-Leninista do Brasil, o que já estava previsto no citado documento secreto. Como vários autores mais credenciados já têm se manifestado sobre isto, não vejo necessidade de mais para deixar claro que o AI 5 não passou de uma reação ao incremento das atividades revolucionárias.


Médico Psiquiatra e Psicanalista no Rio de Janeiro. Membro da International Psychoanalytical Association e Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, e Delegado Internacional no Brasil do Drug Watch International. Possui trabalhos publicados no Brasil e exterior.

fonte http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=196&tipo=1

domingo, 17 de abril de 2011

Aniversário de Charles Chaplin

Ontem, dia 16 de abril, foi o 122. aniversário de Charles Chaplin.

Deixo um pequeno texto atribuído a este indivíduo que deixou uma marca no mundo tão positiva, que muitos insistem em deixar apenas rastros.

"Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá."

Abraço

8a pedalada de Pituaçu

Acordei tarde, achei que fosse pedalar sozinho mas... lá já estavam Danilo e Rosângela. Logo mais chegou Cristina.
Iniciamos nosso passeio mais ou menos 9h30.
O dia estava bonito com sol forte.

Link para a 7a pedalada de pituaçu


Os primeiros quilômetros forma vencidos com facilidade.


A barragem está bonita depois de tanta chuva. Encheu.


Cristina foi apresentada ao momento de decisão na vida dela: "ou continua ou volta". No meio do caminho não dá mais para voltar mas, se quiser, volta só. Na verdade ele queria um atalho. Pena, mas não tem.




Proximo do Km 9,5 a paradinha para umas águas de coco em tia Lú e tio Lau.


Depois de abastecidos, queríamos chegas logo.





Trecho do percurso filmado.

Devido ao feriado da Semana Santa, nosso próximo encontro será para uma caminhada por este mesmo percurso no dia 1º. de maio. É uma caminhada de pelo menos 3 horas.

Um abraço

O anúncio de Olavo Bilac

O anúncio de Olavo Bilac Autoria desconhecida Certa vez, um grande amigo do poeta Olavo Bilac queria muito vender uma propriedade rural, um ...