As obras aqui publicadas podem não ser inteiramente ficcionais, podendo corresponder ao comportamento ou opinião pessoal de seus autores. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais será mera coincidência?

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Dois de Julho – sangue e camisa

Hoje fiquei triste quando presenciei as comemorações da independência da Bahia pela televisão.

A data magna da Bahia representa a luta que culminou também com a independência do Brasil em que o sangue de mais de 7 mil voluntários foi derramado na expulsão das tropas Portuguesas de nosso território. Vidas foram dadas por nós e o mínimo o que se espera é uma postura de respeito pelo sacrifício.

Algumas pessoas que honram seus hinos e bandeiras, por entender o seu significado independente de modernidades, chegam a colocar a mão direita no peito esquerdo. Na noite anterior os moradores da Liberdade, Barbalho, Centro Histórico, etc., estavam enfeitando as ruas e suas casas, como bons baianos.

No desfile os estudantes em trajes de gala, índios paramentados como os caboclos e caboclas e os encourados com seus trajes de vaqueiro, calça, colete, peitera, gibão, chapéu, sapatos e luvas, tudo de couro. Uma beleza de se apreciar. Um orgulho a lembrança da garra e coragem dos antepassados.

Porém parece que existe uma confusão entre esta festa cívica como se fora outra qualquer, pelo menos entre as autoridades civis. É possível que nossa baianidade ou tropicalidade seja desculpa para os mais importantes representantes do povo, eleitos democraticamente, estarem trajando apenas camisa, quando muito, de manga e dobrada nos punhos. O governador, o prefeito e o presidente da Câmara Municipal estavam bem combinados na indumentária, este até que inovou usando um boné branco. Não deu pra ver se tinha alguma griffe.

Só faltou aos citados senhores, na hora de cantarem os hinos, pousarem suas falanges na genitália ou no seu oposto. Não sei o que é pior.

Ao final das festividades, desfilando até chegar ao Campo Grande para o encerramento, todos os políticos estavam a rigor, de terno e gravata. Menos o governador, sem esta ultima.

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José Lamartine Neto

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