As obras aqui publicadas podem não ser inteiramente ficcionais, podendo corresponder ao comportamento ou opinião pessoal de seus autores. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais será mera coincidência?

sábado, 20 de março de 2010

Embate titânico das forcas do céu contra as do inferno

Não podemos acreditar que estamos presenciando o embate titânico das forcas do céu contra as do inferno.

Um lado não pode se considerar o Moisés de toda essa gente. Esta historia de que só existe um lado certo e que é amado, considerado impoluto, não existe. Ainda mais se o discurso for do tipo: “quem se unir a nós renasce”.

Lamentavelmente tenho me decepcionado com alguns colegas, perderam a coerência inicial, mostraram que existe um preço, as vezes ate bem baixo. Aliar-se como alguns fizeram, corresponde a uma espécie de batismo que livra dos pecados e culpas anteriores.

“Eu sou a verdade e a vida. Venham a mim! Venham quantos decidirem aderir à boa-nova. Estou aqui, esta verdadeira lavanderia de reputações”.

Associado a isso, tem-se a Espiral do Silêncio (veja a seguir).

Semana passada aí no IFBA (Salvador) encontrei um ex-aluno formado a mais de 20 anos. Ele lembrando da época em que construí um Robô (1986-89), disse que foi muito inspirador ver a minha animação, considerando que o laboratório era todo despreparado, sem equipamentos adequados, instrumentos velhos, etc. Disse que lembrou muito desta cena e que foi importante na sua vida profissional bem sucedida, para vencer os desafios. Fiquei feliz, é claro, mais o que tem a ver esta historia com o assunto inicial? Pra mim tem muito. A minha vivencia me mostra que o que deixamos para estes alunos, muito mais do que ensinamentos, programas, etc., é a forma como resolvemos problemas.

“O que faço fala tão alto que o que digo ninguém escuta”

Cai muito bem o comentário de um colega acerca da ética: “é muito mais fácil falar do que praticar”. Acredito que quando colocado em pratica resulte em coerência.

Um abraço e bom domingo,

Lamartine

Obs. Segundo a Wikipédia, os “estudos sobre a Espiral do Silêncio começaram na década de 60. Essa teoria, foi proposta especificamente a partir das pesquisas da alemã Elisabeth Noelle-Neumann sobre os efeitos dos meios de comunicação de massa. Na Alemanha, entre 1965 e 1972, durante as campanhas eleitorais Noelle-Neumann percebeu uma súbita mudança de opinião, dos eleitores, na reta final do processo de eleição. De acordo com seus estudos, ao mudar de opinião, os eleitores buscavam se aproximar das opiniões que julgavam dominantes.”

Ou seja, “a idéia central desta teoria situa-se na possibilidade de que os agentes sociais possam ser isolados de seus grupos de convívio caso expressem publicamente opiniões diferentes daquelas que o grupo considere como opiniões dominantes. Isso significa dizer que o isolamento das pessoas, de afastamento do convívio social, acaba sendo a mola mestra que aciona o mecanismo do fenômeno da opinião pública, já que os agentes sociais têm aguda percepção do clima de opinião. E é esta alternância cíclica e progressiva que Noelle-Neumann chamou de Espiral do Silêncio.”

E mais, que “existe uma tendência de acompanhar a opinião da maioria das pessoas, talvez por medo do fator isolamento, isto pelo fato de, em geral, a sociedade exigir uma certa conformidade com o tema em discussão. Este cenário tem a finalidade de manter-se um mínimo de unidade para garantir coerência.”

Segundo a jornalista, especializada em assuntos da America Latina, Graça Salgueiro, a “Espiral do Silêncio consiste em duas coisas: ocultar-se alguma notícia importantíssima que, ou exalta a situação ou denuncia os crimes da oposição, ou então, repetir-se seguidas vezes uma desinformação, de preferência em notas destacadas, criando no inconsciente coletivo a idéia de que aquilo é que é a verdade verdadeira.

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi Lamartine,

Parabens pelo texto. Acho a reflexão extremamente lúcida, mas poucos a entenderão ou procurarão entender, pois no calor da batalha, muitos estão agindo como os bárbaros que quando iam ao campo de luta, gitavam, berravam,
para espantar seus oponentes (quando na verdade o que pretendiam muitas vezes era espantar seus medos e receios).

Abraço.

Claudio

Anônimo disse...

Olá Lamartine,

Perfeitas colocações.

Um abraço,

Marcus Navarro