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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Rui Barbosa e o comunismo



A figura acima quando publiquei no meu Facebook gerou logo uma reação que voces podem ver mais abaixo. A figura tem um texto que a segue:

Rui Barbosa de Oliveira nasceu em Salvador no dia 5 de novembro de 1849 e faleceu em Petrópolis no dia 01 de março de 1923. Se destacou principalmente como jurista, político, diplomata, escritor, tradutor e orador. Foi um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo e coautor da constituição da Primeira República do Brasil. Rui Barbosa atuou na defesa do federalismo, do abolicionismo e na promoção dos direitos e garantias individuais. Foi deputado, senador e ministro. Notável orador e estudioso da língua portuguesa, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, sendo presidente entre 1908 e 1919. Como delegado do Brasil na II Conferência da Paz, em Haia (1907), notabilizou-se pela defesa do princípio da igualdade dos estados. Sua atuação nessa conferência lhe rendeu o apelido de "O Águia de Haia". Já no final de sua vida, foi indicado para ser juiz da Corte Internacional de Haia, um cargo de enorme prestígio, que recusou. O pronunciamento do post foi feito por Rui Barbosa na Associação Comercial do Rio de Janeiro no dia 8 de março de 1919. Nesse mesmo sentido, citaremos para reflexão um texto do pastor batista americano Adrian Rogers que assim diz: "É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação."

Pronto. Voltei para colar o dialogo que tive com um colega comunista (Ele) que logo escreveu:

Ele - Mais um amontoado de besteira

Eu - Reclame com o Rui Barbosa defensor do abolicionismo e da promoção dos direitos e garantias individuais. "O Águia de Haia".

Ele - isso não o habilita a falar em comunismo. Sugiro um livreto de Konder, "A derrota da dialética", que trata da chegada das idéias de Marx no Brasil. Ai verás que Rui, o "águia" voava baixo quando o assunto era comunismo.

Eu - Pois é, pode ser que o velho Rui Barbosa não voasse tão alto, mas certamente não tão rasteiro quanto os formadores do pensamento esquerdista.
Conheço este livro do Leandro Konder que, segundo a ótica dele faz um estudo sobre a evolução desde os anos 1930, ano em que as esquerdas se infiltraram e estão tentando tomar o poder de alguma forma até hoje. Om Konder tentava entender o que deu errado com o ano de 1964.
Segundo ele, o pensamento de Marx ao chegar no Brasil sofreu uma "perda de sua dimensão dialética" possivelmente devido a vida social e a questões culturais que nos são próprias.
Alega o autor que com Stalin a doutrina que servia pragmaticamente às necessidades do partido marxista-leninista, a dialética, foi derrotada, bem como outras "categorias centrais do pensamento de Marx", e que passou, justamente com o Stalin a "preparar os militantes políticos para a aceitação disciplinada das palavras de ordem emanadas da direção" (p.44). Uma espécie de domesticação e esterilização do marxismo e do leninismo.
Por outro lado os frankfurtianos e os gramscianos vem atuando fortemente na questão cultural e na moral judaico-cristã, considerados por eles como o único pilar passível de ataque, de um tripé que sustenta a civilização ocidental (burguesa) em que os outros dois são a filosofia/lógica grega e o direito romano.
Usando de dissimulações camaleônicas, o pensamento de esquerda vem tentando através de continua infiltração gramscista nos "aparelhos ideológicos do estado"-Althusser (família, escola, igreja, judiciário, partidos políticos, sindicatos e outros), e na "Industria Cultural" (mídia, jornais, cinema, teatro, artes plásticas e as instituições culturais) para mudar nos valores, costumes e a moral social, em um combate contínuo e de longo prazo chamado por Antonio Gramsci de "Revolução Cultural", cuja meta é a Hegemonia do pensamento.
Dane-se a ética. O negócio não é o governo, é o poder.

Outro - Só digo uma coisa: eita! Rsrs








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