As obras aqui publicadas podem não ser inteiramente ficcionais, podendo corresponder ao comportamento ou opinião pessoal de seus autores. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais será mera coincidência?

domingo, 31 de agosto de 2008

A escolha é minha mesmo?

Caro colega,

Muito oportuna suas palavras, mostrando inclusive, como a sociologia e a psicologia tiveram um início comum. Esta sua análise do perfil da nossa sociedade foi muito feliz na minha opinião.

É certo que vivemos inundados de influências para os nossos pensamentos e nossa subjetividade através da mídia, da família, dos locais de trabalho, das escolas, das igrejas, dos sindicatos, das relações que se tem em todos os lugares e por todo o tempo. Isso que eu penso, essa minha "verdade" é minha mesmo ou foi "implantada" ideologicamente? O quanto sou genuíno nas minhas crenças? Sou livre ou a liberdade é uma ilusão criada?

O pior é que muitos não se dão conta do quão atolados estão. Não estão nem aí por que disseram que é cômodo. E eu acreditei.

É assim que funciona o aparelho ideológico de uma sociedade. Domina por convencimento. Se não for assim, faz como nos países comunistas, dominam pela força mesmo. Depois convencem.

O impagável barão de Münchausen, em uma de suas muitas aventuras, viu-se caído num buraco lodoso. Depois de uma série de tentativas, conseguiu sair dele puxando seus próprios cabelos. Erguendo a si mesmo e seu cavalo pelos cabelos para poder continuar sua fantástica jornada.

Tem que existir o desejo, um certo querer enxergar, um querer respirar novos ares, para sair deste lodaçal, mesmo que por instantes.

O filme Matrix expõe isso tambem: Neo (o escolhido) tem que fazer uma escolha que é só dele. Voce quer conhecer a toca do coelho?

Boa semana


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José Lamartine Neto
CEFET-BA/DTEE/Automação
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"Todos nós nascemos originais e morremos cópias." (Carl Gustav Jung)

2 comentários:

Danielle Espírito Santo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Danielle Espírito Santo disse...

Oi Lamartine
A busca pela verdade é realmente difícil(não que eu já a tenha encontrado),mas o mundo, por vezes "irreal", que construímos(e por isso é tão agradável)é tão parte de nós que parece ter nascido conosco.Vi uma vez um psicanalista dizer que preferimos da nossa vida uma tragédia a um drama;a segurança de não saber, infelizmente tem se tornado mais atraente que os caminhos tortuosos da verdade.
Parabéns pelo blog.
Danielle