sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Arma chinesa e a facilitação brasileira

Comecei um texto que foi postado na nossa intranet totalmente bombardeada pelos patrulhadores ideológicos fazendo muitos colegas se “amufinarem” em reagir. Este turma diz o qual dever ser até a fonte de notícias. A revista Veja por exemplo é excomungada.
Comecei citando o filosofo grego Epictetus (55-135 dC) que disse que “O homem não é movido pelas coisas, porém, pela visão que tem delas.”. Segui com o romano Marcus Aurelius (121-180 dC) quando pronunciou "Se tu és triste por qualquer coisa externa, não é essa coisa que perturba ti, mas o teu próprio juízo sobre isso. E é dentro de teu poder para acabar com este julgamento agora."

Por fim incitei os colegas a terem “coragem de ler o proibido. É muito fácil ler só aquilo que massageia o ego ideológico”. Tenham coragem de ler a excomungada. Daí em diante coloquei uma parte da reportagem da revista Veja edição 2248 de 19 de dezembro de 2011 no item Educação conforme abaixo:

Autor: GUSTAVO IOSCHPE - Em cinco capítulos, conto como a verdadeira arma da China para se tornar potência mundial é seu sistema educacional baseado no mérito. Que grande lição para nós no Brasil!

Capítulo 1 - Os alunos e seus pais

Capítulo 2 - A sala de aula

Capítulo

3 - OS Professores

Capítulo 4 - O empuxo histórico e cultural

Capítulo 5 - As políticas públicas

(click para ver a matéria completa da Revista Veja)

Depois da postagem tive logo uma resposta de um colega que acrescentou “para reforçar o conteúdo dessa reportagem” “Isso é que é vontade de prosperar:


Alunos de uma escola em Pili (China) têm que ter muita coragem para ir, diariamente, a uma escola da cidade. Eles precisam atravessar uma passagem mínima em um paredão rochoso. Abaixo deles, um precipício de 457 metros! Na perigosa travessia (que seria aterrorizante até mesmo para uma cabra experiente), os alunos são guiados por pais e funcionários da escola. "Há severa punição para quem mata aula", brincou um professor, segundo o "Sun"


Respondi-lhe dizendo que achei muito ilustrativo a imagem compartilhada. Mostra como pais e professores podem, de fato, ajudar a forjar o caráter de seus jovens. Muito diferente das posturas facilitadoras que encontramos exemplificadas nos quatro cantos deste país.

Em uma história antiga, que não sei a autoria, ilustra muito bem as conseqüências da ajuda em excesso. A história começa assim...

“Certo homem estava observando um jardim cheio de borboletas. Encantado com a beleza daqueles pequenos seres voadores, ele percebeu na ponta de um arbusto um casulo de borboleta. O bichinho estava rompendo a casca e parecia fazer um esforço imenso. Penalizado, decidiu ajudar a borboleta, rasgando o que faltava da casca. A borboleta tentou ficar em pé, bater as asas, mas parecia que algo estava errado. Suas asas estavam enrugadas e ela não tinha forças para levantar vôo. Infelizmente, depois de um tempo acabou morrendo.

O homem intrigado procurou um amigo que era biólogo e lhe perguntou a razão daquilo ter acontecido. O amigo lhe explicou que ao tentar ajudar a borboleta a sair do seu casulo, o homem havia interrompido o processo natural de crescimento, danificando uma etapa vital para a sobrevivência da borboleta: a abertura e secagem das asas. Quando a borboleta sai do casulo, ela demora o tempo certo para que suas asas sequem e se fortaleçam o suficiente para poder sair voando. Como isso não aconteceu, as asas ficaram deformadas, impedindo que ela pudesse ter uma vida normal.

Moral da história: Assim como aquela borboleta, também temos fases em nossa vida. Por mais difíceis que algumas delas possam parecer, elas são essenciais. Brincar, desenvolver habilidades motoras, estudar, aprender a obedecer e ter responsabilidades, a ler e estudar e se dedicar... tudo isso e muito mais fazem parte do processo de crescimento. Queimar etapas não leva ninguém a um estágio superior com mais rapidez. Em realidade só cria um desequilíbrio que pode ser muito ruim.”

A postura Facilitadora aumenta a probabilidade de criar deformações comportamentais no indivíduo por impedir seu amadurecimento psicológico.

Como no caso da borboleta, a desculpa é a intenção de ajudar, mas o que está sendo criado é um aparato legal com alegação de se fazer "reparações sociais", ou a proteção a grupos específicos perseguidos (baseados em mentiras), tratando-os de forma diferente aos demais cidadãos (caindo por terra a máxima de que todos são iguais perante a lei), ou invadindo os lares como a "lei da palmada" que não distingue castigo educativo da agressão. Resultado, todos estão nas mãos das supostas vítimas e suas interpretações subjetivas. Isso é o fascismo puro. Não me espanta se reações violentas passarem a ocorrer.

Meu interlocutor ainda acrescenta que foi muito oportuno a colocação sobre as "posturas facilitadoras" que estão grassando na nossa sociedade, haja visto o recente episódio dos "baderneiros" de uma universidade pública, que até estão sendo denominados de "presos políticos", pode? E completa dizendo que “enquanto utilizarmos 'essas posturas' em nosso processo de ensino-aprendizagem, teremos sempre resultados pífios, continuaremos na rabeira do PISA”.

Nenhum comentário:

O anúncio de Olavo Bilac

O anúncio de Olavo Bilac Autoria desconhecida Certa vez, um grande amigo do poeta Olavo Bilac queria muito vender uma propriedade rural, um ...