As obras aqui publicadas podem não ser inteiramente ficcionais, podendo corresponder ao comportamento ou opinião pessoal de seus autores. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais será mera coincidência?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A novíssima poesia Baiana

Um colega de trabalho postou este texto abaixo...

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É possível ver nos vídeos inclusive MENORES ... o tal do Surubão, de uma banda apoiada por artistas, digamos assim, consagrados pela mídia.

http://www.youtube.com/watch?v=3weW23_clg8&list=UUVFxEO29g8Lra3CdL5WJDLg&index=3&feature=plcp

http://www.youtube.com/watch?v=C7QX3M6BC_U&feature=related

Fica a demonstração para todos nós de como boa parte da população se diverte, do que cria-se como referência estética e cultural.

Daí, querer propor que um aluno escute Chico, Betania, Milton, Gil, Tom Zé, Ney Matogrosso, Vinícius, Caymmi, Nara Leão, Elis e tantas outras expressões da nossa música torna-se uma tarefa quase impossível. Quanto mais, ler Jorge Amado.

Este é o meu presente de natal para a passagem de ano, que pode inclusive ter o estilo musical acima como escolha para a noite de festividades.

Saudações

PF

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Respondi-lhe...

Será que existe a mínima possibilidade de achar algum vestígio de alta cultura na Bahia ou no Brasil atualmente? Certamente que não. Existe algum intelectual comandando algum órgão de imprensa neste país. Resposta: Não.

Se tivesse já teria sido banido ou então as fabricas de papel jornal já teriam sido tomadas pelo Estado (como ocorreu com a Argentina).

Nosso povo não está só politicamente enfraquecido, mas psicologicamente está desarmado.

O povo, a massa sem face não pensa, apenas age. Vimos isso nas manifestações pelo mundo. Basta alguém dar a direção dizendo que é o certo a se fazer.

Sabendo que tivemos escritores, artistas e intelectuais do peso de Gregório de Matos, Castro Alves, Adonias Filho, Jorge Amado, Antônio Torres, João Ubaldo Ribeiro, Ruy Espinheira Filho, Florisvaldo Matos, Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Zé, Raul Seixas, João Gilberto e quem sabe não poderíamos incluir o padre Antonio Vieira, que chegou à Bahia com a família ainda criança, para hoje testemunharmos o horror cultural que impera na Bahia, é de doer.


Abaixo está um texto para reforçar a lista ...

A LITERATURA BAIANA CONTEMPORÂNEA

Gerana Damulakis

Embora se saiba que a literatura brasileira nasceu na Bahia com Gregório de Matos e os outros poetas da época, e se saiba igualmente de nomes famosos como Castro Alves, Adonias Filho, Jorge Amado, a verdade é que hoje não se tem conhecimento nos outros estados do que se vem fazendo de literatura da mais alta qualidade na Bahia.

Principalmente nos últimos anos tem havido uma intensa atividade literária com vasta produção de livros, inclusive de novos autores que, infelizmente, por circunstâncias de distribuição, não chegam às livrarias do país. Aqui, se torna necessário caracterizar a literatura baiana, porque há a literatura feita por escritores nascidos na Bahia, mas não residentes no estado; há alguns poucos que produzem na terra sem serem baianos natos; e há, finalmente, os que nasceram, residem e produzem em seu próprio solo. Tais divisões separam da realidade literária nacional nomes como Antônio Torres, João Ubaldo Ribeiro, assim como uma Sonia Coutinho e uma Helena Parente Cunha, moradores do Rio de Janeiro, de seus pares e conterrâneos que não deixaram ou que deixaram e logo voltaram para Salvador.

Continua em...

http://leitoracritica.blogspot.com/2007/11/literatura-baiana-contempornea.html

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