As obras aqui publicadas podem não ser inteiramente ficcionais, podendo corresponder ao comportamento ou opinião pessoal de seus autores. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais será mera coincidência?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

IFBAHIA piora no ENEN 2009

IFBAHIA, ex-famoso CEFET, ex-famosa ESCOLA TÉCNICA...hoje em SEXTO lugar???!!! E nós ainda temos que comemorar por não ter sido décimo, vigésimo ou lanterna? Ora, me faça uma garapa... (R.C.)


Acho difícil comemorar quando se regride em direção a uma “segunda divisão”.


Quando se fala em inserção no mercado de trabalho, dentro de uma ótica capitalista, competitiva, fica parecendo, para alguns colegas, que se é contrário ao social. Não é nada disso. Basta ver o sucesso das olimpíadas de Matemática e de Física. Só recebe prêmio quem é bom. É mérito, competência.


Quando perdemos posições no ranking das escolas, uma parte de nossa credibilidade vai junto para o buraco. Nossa imagem enquanto instituição formadora de cidadãos habilidosos e competentes fica arranhada. Nossos alunos perdem espaço competitivo já que outras instituições formadoras estão atuando.


Estamos fazendo alguma revolução educacional? Pelos resultados acredito que seja difícil. Penso que formá-los criticamente é um dever. Mas formá-los competentes é uma obrigação.


Temos colegas muito bons não só academicamente como em política, no discurso em defesa de classes ou de “minorias”, hoje resguardadas por lei e por cotas.Pois bem, o que motiva um profissional a ser bom? Dizem por aí que se é ruim porque se ganha pouco ou porque as condições de trabalho são precárias. Tudo bem, concordo. Agora, faço uma pergunta: um jogador de um time de futebol de periferia faz gol contra com a desculpa de que ganha salário mínimo? Não faz, sabe por quê? Porque ele joga o melhor que pode, na esperança de que isso possa mudar a sua vida. O que tem de diferente entre eles e nós? Que elementos existem em um e falta no outro?


Será que é a motivação, expectativa positiva, companheirismo, objetivos comuns, foco, paixão, “vestir a camisa”, envolvimento, satisfação, comprometimento, liderança, empatia, competição, cooperação, inclusão, competência, alegria, carinho, harmonia, autoridade, etc.?


E que tal a exclusão, ciúme, inveja, fofoca, conluio, compadrio, incompetência, falsidade, maldade, disputa, rejeição, hostilidade, agressividade, insatisfação, tristeza, autoritarismo, etc.?


Tenho cá minhas opiniões. Só sei que uma ex-aluna postou um comentário no meu site de relacionamento no dia 01 de maio quando viu uma fotografia de alguns professores que teve, dizendo:


“Alguns responsáveis pela minha formação... e hj ganho meu bom din-din... rsssss”.


Ela foi incluída, além da família, e provavelmente amigos, etc. Infelizmente é uma ex-aluna antiga.

Não dá pra se falar de inclusão e não propiciar condições para nosso aluno não ganhar dinheiro. Basta ver o exemplo dos nossos velhos esquerdistas como estão bem de vida.


José Lamartine Neto

Um comentário:

Anônimo disse...

É possível que estes dados não sejam muito fieis. No caso do IFBahia a quantidade de inscritos no ENEN foi superior a quantidade de formandos. Como tem alunos de cursos subsequentes (ensino médio concluído) alguns se inscreveram. Só que a formação deles não foi feita na própria instituição. Vieram de escolas estaduais, algumas privadas, aceleração, ou concluídos ha muitos anos.
Isso insere uma distorção na nota final e consequentemente, na classificação do IFBahia.