domingo, 24 de agosto de 2008

Potenciais pedagógicos e técnicos do Moodle

Como e Por que o Moodle Potencializa a Construção de Conhecimento?

• Potenciais pedagógicos e técnicos do Moodle

A Educação pode ser compreendida como fato social não estando descolada da realidade material e subjetiva que a gera e lhe confere especificidade. Como tal e implicando no desenvolvimento de relações sociais de novo tipo com novas configurações de poder, resultam na necessidade de desenvolvimento de processos educativos novos.


As novas tecnologias da informação e da comunicação, e especificamente o ciberespaço, adquirem importância fundamental e merecem destaque. Novos conceitos começam a se fazer cada vez mais presente nos ambientes acadêmicos e políticos como saber flexível, interdisciplinaridade, aprendizagem cooperativa, transdisciplinaridade, currículo integrado, redes de aprendizagem e educação continuada e à distância, sobretudo quando está em pauta a discussão sobre a necessidade de renovação dos processos educacionais.

É imprescindível a adaptação dos dispositivos do aprendizado aberto e à distância no cotidiano da educação e a criação de um novo estilo de pedagogia que incorpore as novas tecnologias e favoreça, ao mesmo tempo, os aprendizados individualizados e o aprendizado coletivo em rede.

O conhecimento é uma construção humana de significados, apoiado no contexto em que as pessoas aprendem a partir do estímulo causado pelo desejo ou necessidade. Sendo assim, o processo de aprendizagem verdadeiramente significativo é individual, pois atribui e adquire significado. Este conhecimento não pode ser transmitido pois se dá a partir de um processo de construção independente em cada pessoa e pode ser otimizado em situações de trocas e de experimentação, a medida que adquire significado socialmente compartilhado.

Assim, as novas tecnologias de educação à distância implicam em duas abordagens: a social, com acesso potencializado à informação; e a individual com a ampliação das possibilidades de interação, colaboração e autonomia do aluno.

Fonte:
Souza,
Carlos Henrique Medeiros de; Manhaes, Fernanda Castro. Ensino e aprendizagem em ambientes virtuais: algumas considerações. Revista espaço acadêmico nº65. outubro/2006.

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José Lamartine Neto
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"Todos nós nascemos originais e morremos cópias." (Carl Gustav Jung)

domingo, 3 de agosto de 2008

SEM FUGIR DA COLHEITA

As belezas da natureza e aquelas construídas pelas mãos humanas, aliadas à sensibilidade artística, quase divina, é algo que emociona.
A retribuição da vida é um chamamento à responsabilidade com o outro, seja este outro quem for: um vizinho, a cidade, o mundo.
Muitos aderem a uma postura de invisibilidade, sentindo-se anônimos ou desconhecidos nas cidades comportando-se como se pudessem fazer o que quisessem, transgredissem. A transgressão é ótima para romper os limites do possível. Mas neste ponto entra a responsabilidade, que nos devolve o lume à vista que, de alguma forma, deixou de enxergar.
Assumir esta responsabilidade de enxergar o outro e deixar de se sentir invisível perante o outro, é prova de maturidade que pode nascer do amor ou da dor. Mas ela virá... É, como jogar uma bola na parede. De uma forma ou de outra ela será devolvida. É colher o que se faz.



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José Lamartine Neto
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quinta-feira, 17 de julho de 2008

A FABULA DOS PORCOS ASSADOS - Autor desconhecido

Diz a lenda que o texto original deste trabalho, em espanhol, circulou entre os alunos do curso de pós-graduação da Universidade de Piracicaba em 1981. A sutileza com que o autor satiriza um dos problemas de nossos tempos fez com que imediatamente o texto chamasse a atenção de alunos e professores, convertendo-se em tema de conversas e debates. Aos leitores, a Fábula dos Porcos Assados:

Uma das possíveis variações de uma velha história sobre a origem do assado é a seguinte: “Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque e alguns porcos morreram assados. Os homens da região, experimentaram carne assada e acharam deliciosa. Desde então, quando queriam comer porco assado, incendiavam um bosque.
Mas como tudo não corria às mil maravilhas, o processo começou a preocupar o SISTEMA, dados os prejuízos que eram imensos. As queixas se avolumavam, a exigir a reestruturação do SISTEMA. Congressos, seminários e conferências passaram a ser realizadas anualmente. No XXX Congresso, os especialistas atribuíram o problema a fatores vários: a indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam ficar, a inconstante natureza do fogo, as árvores excessivamente verdes, a umidade da terra e ao serviço de informações meteorológicas local, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas.
Um dia, um incendiador AB/SODM-VCH - Acendedor de Bosques, Sudoeste Diurno, Matutino, bacharelado em Verão Chuvoso- chamado João Bom-Senso, resolveu proclamar que o problema era muito fácil de ser resolvido: bastava matar o porco, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o numa armação metálica sobre brasas.
Avisado por um xeleléu, desses que vivem de congresso em congresso, o Diretor Geral de Assamento mandou chamar o João ao seu gabinete:
- Tudo o que o senhor disse está bem dito, mas não funciona. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria?
- Não sei - disse João.
- E os especialistas em sementes e árvores importadas?
- Sei não.
- E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos?
- Não sei - repetiu João.
- O senhor percebe a sua idéia não vem de encontro ao que necessitamos? O senhor não vê que, se tudo fosse simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução? O senhor com certeza compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas sem chamas! O que o senhor espera que eu faça?
- Não sei, balbuciou o João.
- Diga-me se os nossos engenheiros em Porcopirotecnia não são considerados personalidades científicas?
- Sim, parece que são.
- O simples fato de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que nosso SISTEMA é muito bom. Não é?
- Não sei.
- O senhor tem que trazer soluções para problemas específicos. Temos que melhorar o SISTEMA e não transformá-lo radicalmente, o senhor entende?
- Realmente, eu estou perplexo! - respondeu João.
- Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por aí que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério e complexo do que o senhor imagina. Recomendo-lhe que não insista nessa sua idéia, pois lhe seria prejudicial.
João Bom-Senso, coitado, não disse mais nem um "ai". Sem despedir-se, assustado, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu. Por isso é que até hoje se diz, quando há reuniões de Reforma e Melhoramentos do SISTEMA: que falta faz o Bom-Senso!!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Dois de Julho – sangue e camisa

Hoje fiquei triste quando presenciei as comemorações da independência da Bahia pela televisão.

A data magna da Bahia representa a luta que culminou também com a independência do Brasil em que o sangue de mais de 7 mil voluntários foi derramado na expulsão das tropas Portuguesas de nosso território. Vidas foram dadas por nós e o mínimo o que se espera é uma postura de respeito pelo sacrifício.

Algumas pessoas que honram seus hinos e bandeiras, por entender o seu significado independente de modernidades, chegam a colocar a mão direita no peito esquerdo. Na noite anterior os moradores da Liberdade, Barbalho, Centro Histórico, etc., estavam enfeitando as ruas e suas casas, como bons baianos.

No desfile os estudantes em trajes de gala, índios paramentados como os caboclos e caboclas e os encourados com seus trajes de vaqueiro, calça, colete, peitera, gibão, chapéu, sapatos e luvas, tudo de couro. Uma beleza de se apreciar. Um orgulho a lembrança da garra e coragem dos antepassados.

Porém parece que existe uma confusão entre esta festa cívica como se fora outra qualquer, pelo menos entre as autoridades civis. É possível que nossa baianidade ou tropicalidade seja desculpa para os mais importantes representantes do povo, eleitos democraticamente, estarem trajando apenas camisa, quando muito, de manga e dobrada nos punhos. O governador, o prefeito e o presidente da Câmara Municipal estavam bem combinados na indumentária, este até que inovou usando um boné branco. Não deu pra ver se tinha alguma griffe.

Só faltou aos citados senhores, na hora de cantarem os hinos, pousarem suas falanges na genitália ou no seu oposto. Não sei o que é pior.

Ao final das festividades, desfilando até chegar ao Campo Grande para o encerramento, todos os políticos estavam a rigor, de terno e gravata. Menos o governador, sem esta ultima.

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José Lamartine Neto

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"Todos nós nascemos originais e morremos cópias." (Carl Gustav Jung)

Paradigma dos macacos

Depois que recebi esta apresentação...
Respondi ao colega...
É isso mesmo.
Nossas ações, por uma questão de economia, tendem a se tornar automáticas.
Veja as coisas que fazemos no dia a dia como escovar os dentes, dirigir, andar de bicicleta, etc. Nosso cérebro desenvolveu esta estratégia para permitir absorver novos conhecimentos. Aqueles que já dominamos, repetimos de forma autômata. É mais cômodo.
Uma ideologia ou um paradigma nos leva, obrigatoriamente à esta condição.
É aí que reside o perigo de nos deixarmos guiar por aqueles que não aquietam a mente. Nem sempre suas intenções são as melhores. Podem até ser mas, esperar que outro decida o que é melhor pra mim, não é o mais sensato.
Mas a massa humana, ao longo da história, sempre buscou alguém para "salvar-lhes", alguém para seguir, indicando-lhes o caminho.
Parecem meio perdidas, precisando serem salvas de si próprias.
Valeu velhão.
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José Lamartine Neto
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domingo, 29 de junho de 2008

Comunistas no mercado

Caro J...

Acredito que seu material provocou o debate intelectual, coisa que é muito importante. Apesar disso, o alerta de P... é extremamente valioso, só acrescentaria que não existe concorrência leal na História do capitalismo, já que a base desse sistema é a produção de monopólio. O caso da China é exatamente o modelo claro de monopólio e da lógica destrutiva do capitalismo, que implica em destruição ambiental, destruição de emprego e precarização da vida e precarização dos direitos do trabalho. Infelizmente é para esse caminho que corre o capitalismo.

Abraços
S...
Prezados,
Como sistema social hegemônico, o Capitalismo, através da Revolução Industrial, substituiu não só o sistema de produção artesanal, mas os valores sociais vigentes, substituídos pelas chamadas leis de mercado ou oferta-demanda. Adam Smith, aponta para o que se acredita ser o valor dos indivíduos que buscam seus interesses próprios, que se opõe ao trabalho altruístico de servir o "bem comum".
Naquela época as mulheres passaram a participar deste sistema porque tinham uma mercadoria a oferecer, o trabalho e muitas tinham que levar seus próprios filhos para o chão de fabrica para não perderem seus empregos. O ambiente não era nada saudável para os adultos, imagine para crianças de colo. As que não trabalhavam porque não precisavam eram por serem poses de seus maridos, pais, irmãos e não tinham direito nem a sua intimidade fora da vigilância dos homens.
O resto delas se via obrigada a trabalhar e tinham suas vidas regidas por leis que as consideravam simples mercadorias.
Até o século XX, se acreditava que a redução de custos com trabalhadores e sua exploração, traria o maior lucro. O século XXI começa a dar sinais de que seria desejável atrair os melhores profissionais do mercado e mantê-los tão motivados quanto possível e isto tornaria a empresa mais lucrativa. Entretanto, o número de funcionários que se enquadram neste modelo é insignificante diante de toda a massa trabalhista mundial, que em sua maioria ainda trabalha em condições muito precárias, muitas não só na China, como no Brasil, que mantém, para muitas atividades, uma forma de produção primitiva como a coleta e extração como nossos ancestrais das savanas africanas e a produção artesanal. Quem viajou neste São João por cidades do interior pode ter experimentado o “gostinho” de coisas produzidas ainda nos moldes de séculos passados.
Como disse o professor S... a respeito de provocação ao debate, gostaria de algum esclarecimento de onde se encontram os antigos e atuais admiradores/seguidores do socialismo no Brasil? Será que existem muitos “infiltrados” em estruturas capitalistas ou governamentais? Para fazerem o que? Será que para mostrar que o capitalismo não serve como não serviu o falido socialismo? Ou os atuais membros do partido estão também inseridos e atuantes nas leis de mercado?
Espero que tenham um ótimo dia
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José Lamartine Neto
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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Despeito

Bom dia meus amigos e colegas,

Achei esta pérola e gostaria de compartilhar com voces.
Espero que gostem e meditem pois, alguns acham que pensar doi. E eu concordo. Correr o risco de destruir os castelos de areia que se demora tanto a edificar...

-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

Torso arcaico de Apolo

Rainer Maria Rilke / Tradução de Manuel Bandeira

Não sabemos como era a cabeça, que falta,
de pupilas amadurecidas. Porém
o torso arde ainda como um candelabro e tem,
só que meio apagada, a luz do olhar, que salta

e brilha. Se não fosse assim, a curva rara
do peito não deslumbraria, nem achar
caminho poderia um sorriso e baixar
da anca suave ao centro onde o sexo se alteara.

Não fosse assim, seria essa estátua uma mera
pedra, um desfigurado mármore, e nem já
resplandecera mais como pele de fera.

Seus limites não transporia desmedida
como uma estrela; pois ali ponto não há
que não te mire. Força é mudares de vida.

-x-x-x-x-x-

...no soneto de Rilke, o autor além de ultrapassar a questão estética afinal, nos convida a mudar, aperfeiçoar. É comum pessoas se sentirem humilhadas ante a perfeição de Apolo, brotando uma reação natural - o despeito.

Despeito é a negação do melhor, é quando desqualificamos, camuflamos ou distorcemos e, de alguma forma evitamos o contato ou confronto direto. Isso produz a sensação de tranquilidade e alívio, pelo menos por alguns instantes, em nosso orgulho machucado.
Quando se faz isso encurtamos os limites humanos de uma forma miserável, só pra satisfazer nossa auto-imagem diminuída.

É muito fácil nos depararmos com nossos monstros internos: orgulho, o medo, a raiva, etc. Mais fácil do que com nossos heróis. Quando nos comparamos, os monstros parecem ser piores do que nós próprios.

E por falar em Apolo, lembrei que apologia não é só fazer "propaganda" de um determinado assunto. Ao invés de ser leal, considerando o lado positivo e negativo, constrói-se um discurso somente do lado que convém, e como fica obvio, carece de verdade. Aliás, tem uma verdade: a verdade conveniente.

O anúncio de Olavo Bilac

O anúncio de Olavo Bilac Autoria desconhecida Certa vez, um grande amigo do poeta Olavo Bilac queria muito vender uma propriedade rural, um ...