sábado, 23 de maio de 2009
Problemas de discriminação
Esta mensagem é bem legal sobre combate ao racismo e a discriminação. Sai da teoria e vai para ação.
Quando comentei na aula de Marilda, apos o filme "Olhos Azuis", que isso é bom na teoria mas na prática não funciona, ela me olhou danada da vida. Acredito que o momento não era de dispersão dos colegas, e sim de aproveitar e comentar o filme.
Fui irônico, é verdade, pelos discursos que vejo de brancos e negros, de homens e mulheres, de novos e velhos, de empregados e desempregados, quem tem carro e quem vai de buzú, etc. Apesar da lei proibir a prática, o problema continua a existir. Não é só a lei que resolve e sim a cultura, só que isso leva tempo, muito tempo, principalmente se não se valoriza a educação.
Este preconceito, ou estigma, ou seja lá o que for, existe dentro de nossa própria sala de aula, entre nossos colegas e professores, cotistas ou não cotistas, etc.
Então, se não estamos conseguindo resolver nossos próprios problemas de discriminação, como vamos resolver lá fora???? Será que conseguiremos arrumar primeiro a nossa casa pra depois arrumar a dos outros???
Beijo
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José Lamartine Neto
terça-feira, 19 de maio de 2009
As escolhas de "Alice".
Um amigo me escreveu ontem...
Lama,
Quanto a sua mensagem sobre a proposta de pauta da reunião de manhã que provoquei, é porque não consigo calar, quando noto algumas coisas. Se for para apenas levantar pontos negativos, para que vamos nos reunir? Precisamos encontrar uma saída. Lembrei-me de Cadidé na quinta-feira, na cantina, quando disse que nunca viu tanta reclamação. Meu medo é que a reunião torne-se um muro das lamentações e que as lágrimas nos impeçam de ver soluções ou pelo menos caminhos possíveis de serem trilhados. Quando propus uma divisão do problema, é para colegiadamente chegarmos a resultados positivos e não ficarmos rodando, rodando sem um resultado objetivo e principalmente exequível.
Como tudo são apenas palavras, pois tudo é teoria, nada disse existe na prática - como você disse na 5ª feira, apenas para provocar. Mas nunca é demais lembrar Alice no País das Maravilhas: (não sei o texto original, mas a idéia é basicamente a seguinte) - qual é o caminho que devo seguir? Pergunta Alice. O coelho responde: Para onde você quer ir? Não sei. Ela responde. Estão qualquer caminho lhe serve.
Se não soubermos o que queremos, poderemos tomar caminhos, minimamente incorretos ou tortuosos.
Abraços nesta tarde chuvosa.
Claudio R.
É isso mesmo.
Tenho falado muito com meus alunos sobre isso: fazer escolhas, decidir, escolher. Nem sempre temos as respostas e, se não saímos do lugar é porque talvez continuemos com o mesmo padrão de pensamentos, como se fossem automáticos.
Pra quem não sabe onde vai, qualquer lugar serve. É uma triste verdade. Mas o que é verdade também é que se paga um preço. Por tudo se paga um preço.
Apesar de se desejar ter tudo, ao fazer uma escolha, escolhemos também não ficar com algo, abrir mão. Escolhemos algo par ter, ao mesmo tempo em que escolhemos outro algo para não ter. É muito louco isso porque não dá pra ficar com tudo.
Maturidade. Nem sempre se cresce em tudo, custa caro e na maior parte das vezes dói pra conseguir.
Remexer nos cantos empoeirados onde juntamos coisas pode até refletir, por analogia, nossos próprios esconderijos emocionais secretos e intocáveis.
Em momentos de crise reconhecemos mais fácil nossas dificuldades, mas, reconhecer os próprios talentos faz muita diferença.
Abraço
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José Lamartine Neto
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Transito sob o viaduto do Aquidabã, ufa...
O Aquidabã é uma passagem do transito de Salvador que está se tornando enlouquecedor para motoristas, taxistas, passageiros e usuários de transporte urbano em geral.
O horário das 17h30 até as 19h30 é algo assombroso. Passei por esse sufoco de andar
Nossa Engenharia de Transito é uma coisa do outro mundo. Fizeram um desvio para os ônibus urbanos entrarem na parte coberta do Aquidabã para logo em seguida, 95% destes mesmos ônibus terem que pegar a via contrária, bloqueando quem deseja ir para Nazaré, Dique ou Bonocô.
A estratégia destes motoristas é ficar “colado” um atrás do outro como comboio neste cruzamento, não permitindo que os automóveis sigam seu destino.
Na verdade o motorista de carro tem que ficar esperto para pegar o motorista do ônibus no vacilo e encaixar o seu, se não, não vai.
Da pena de ver o trabalhador cansado dentro dos ônibus parados, em pé, cochilando de cansaço, com vidros fechados, não por causa do ar-condicionado, mas por causa da chuva. Parecem gado dentro de caminhão boiadeiro, conformados com seu destino.
Dentro do taxi, num calor medonho, sem ar-condicionado, uma TV preto-e-branco mostrava o apresentador Datena falando as mazelas, os crimes horripilantes...
Que fim de dia...
A seguir apresento um artigo sobre Educação vs. Trânsito que escrevi na Faculdade.
José Lamartine Neto
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Quanto vale ou é por quilo?
domingo, 10 de maio de 2009
A neurose está morrendo para nascer a perversidade
A violência é só um reflexo de uma sociedade que se transforma, desligando-se de suas referências históricas, sendo guiado por novas forças que pregam o prazer a qualquer custo sem se preocupar com as consequencias, ou seja, as lições do passado e as consequencias no futuro, ficam em segundo plano pelo imediatismo do presente.
Obra dos artistas Alexandre Santos e Rui Joazeirohttp://blogdebrinquedo.com.br/2009/05/09/versao-brasileira-de-escultura-do-coringa/
Os sentimentos de culpa ou remorso estão acabando face ao prazer e gozo que se obtém pela saciedade dos desejos, ao consumir. Não que o presente não seja importante, é obvio que sim. O problema é a desvinculação progressiva que ocorre entre o passado e o futuro, ou seja, a culpa e o medo. É a ditadura da liberdade e o direito ao extremo. A neurose está morrendo para nascer a perversidade?
Um abraço
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José Lamartine Neto
segunda-feira, 4 de maio de 2009
IFBAHIA piora no ENEN 2009
IFBAHIA, ex-famoso CEFET, ex-famosa ESCOLA TÉCNICA...hoje em SEXTO lugar???!!! E nós ainda temos que comemorar por não ter sido décimo, vigésimo ou lanterna? Ora, me faça uma garapa... (R.C.)
Acho difícil comemorar quando se regride em direção a uma “segunda divisão”.
Quando se fala em inserção no mercado de trabalho, dentro de uma ótica capitalista, competitiva, fica parecendo, para alguns colegas, que se é contrário ao social. Não é nada disso. Basta ver o sucesso das olimpíadas de Matemática e de Física. Só recebe prêmio quem é bom. É mérito, competência.
Quando perdemos posições no ranking das escolas, uma parte de nossa credibilidade vai junto para o buraco. Nossa imagem enquanto instituição formadora de cidadãos habilidosos e competentes fica arranhada. Nossos alunos perdem espaço competitivo já que outras instituições formadoras estão atuando.
Estamos fazendo alguma revolução educacional? Pelos resultados acredito que seja difícil. Penso que formá-los criticamente é um dever. Mas formá-los competentes é uma obrigação.
Temos colegas muito bons não só academicamente como em política, no discurso em defesa de classes ou de “minorias”, hoje resguardadas por lei e por cotas.Pois bem, o que motiva um profissional a ser bom? Dizem por aí que se é ruim porque se ganha pouco ou porque as condições de trabalho são precárias. Tudo bem, concordo. Agora, faço uma pergunta: um jogador de um time de futebol de periferia faz gol contra com a desculpa de que ganha salário mínimo? Não faz, sabe por quê? Porque ele joga o melhor que pode, na esperança de que isso possa mudar a sua vida. O que tem de diferente entre eles e nós? Que elementos existem em um e falta no outro?
Será que é a motivação, expectativa positiva, companheirismo, objetivos comuns, foco, paixão, “vestir a camisa”, envolvimento, satisfação, comprometimento, liderança, empatia, competição, cooperação, inclusão, competência, alegria, carinho, harmonia, autoridade, etc.?
E que tal a exclusão, ciúme, inveja, fofoca, conluio, compadrio, incompetência, falsidade, maldade, disputa, rejeição, hostilidade, agressividade, insatisfação, tristeza, autoritarismo, etc.?
Tenho cá minhas opiniões. Só sei que uma ex-aluna postou um comentário no meu site de relacionamento no dia 01 de maio quando viu uma fotografia de alguns professores que teve, dizendo:
“Alguns responsáveis pela minha formação... e hj ganho meu bom din-din... rsssss”.
Ela foi incluída, além da família, e provavelmente amigos, etc. Infelizmente é uma ex-aluna antiga.
Não dá pra se falar de inclusão e não propiciar condições para nosso aluno não ganhar dinheiro. Basta ver o exemplo dos nossos velhos esquerdistas como estão bem de vida.
José Lamartine Neto
Notícia boa pra cachorro.
A respeito da notícia "Obama dá o cachorrinho a sua filha, como tinha prometido na epoca de sua campanha" divulgado pela mídia televisiva em abril de 2009, só posso dizer o seguinte...
É uma notícia boa pra "cachorro" e essa "coisa" em que se tornou nossa televisão? O que não for vendável não aparece e isso se reflete em todas a áreas. No artístico-cultural tem umas novelas que nem como comédias funcionam, se tratarmos da música, o que se salva? Além disso tem o BBB, as noticias sensacionalistas que prendem os telespectadores por semanas como uma novela da vida real e, o mais interessante, sem precisar de atores, roteiristas, autor, etc. Apenas uma postura ideológica para marketeira para em um produto atraente sem necessariamente ser bonito.
Por falar em ideológico, os sentimentos que motivam as pessoas à reivindicação são a raiva e a injustiça. É bom notar que por aqui tudo acaba em festa, em pizza em marmelada e ninguém faz muita coisa. Quando é que algo diferente vai acontecer se os sentimentos reinantes são desta eterna alegria que nos condenam com tanta festa e tanta comemoração? Já viu alguem querer defender seus direitos com os dentes arreganhados, sorrindo? Não? Nem nunca verá.
José Lamartine Neto
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