As obras aqui publicadas podem não ser inteiramente ficcionais, podendo corresponder ao comportamento ou opinião pessoal de seus autores. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais será mera coincidência?

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Prisioneiros de suas proprias mentes

Olá lamartine,

Vamos a reflexão da semana da Marlene:

"Os seres humanos não são prisioneiros do destino, mas apenas prisioneiros de suas próprias mentes."

Bem colocado tema para a reflexão.

Não somos prisioneiros do destino, visto que o traçamos todos os dias, procurando executar o que temos em nossas mentes e temos o livre arbítrio para decidir qual o caminho a seguir e modificar o que nos parece uma pré disposição a seguir (destino), que é imposto pelo meio em que vivemos e pelas pessoas com quem interagimos.

A única fatalidade em nossas vidas é a morte, essa não podemos optar quanto ao seu término, mas que, já que não sabemos quando chegará o fim da nossa existência, que busquemos ocupação(trabalho digno), procuremos cuidar da nossa mente (alimentando-a com vibrações positivas) e do nosso corpo(não o condenando a viciação: álcool, fumo, drogas, gula, sexo desvairado, etc) para assim contribuirmos com uma existência mais duradoura e saudável.

Grande abraço,

Colega X

Cara Colega X,

Que bom que você continua a me provocar, positivamente...

Não gostar de ser inconveniente é o que almeja a esmagadora maioria das pessoas que conheço, porém, acredito que um numero significante (não me peça pra quantificar) se acha nesta situação incomoda: em quem colocar a responsabilidade sobre a vida? Coloco em Deus por causa do destino, ou coloco em mim mesmo que por consequencia estarei colocando em Deus, já que me criou? Ou na vizinha, ou na tia, na mãe, no pai, no marido ou na esposa, no Lula, etc?

Deixando a metafísica de lado, existe um outro ponto que é o seguinte: Emoção e motivação. O sujeito motivado dedica emoção, paixão ao que faz e naturalmente os frutos obtidos tendem a ser contabilizados para si como autor das proezas (causas internas). Já a falta de motivação poderá mais facilmente conduzir ao fracasso. Mas o ser humano não gosta de se sentir um fracassado, exceto se manter a aparência possa auferir vantagens, então atribui tal situação ao destino ou causas externas.

Podemos constatar isso com nossos próprios alunos, entrevistando-os sem alerta-los, após o recebimentos das avaliações. Quem se dá bem regularmente nas provas, atribui a si próprio e suas qualidades as razões do sucesso. Já aqueles que não conseguem chegar lá, os motivos mais freqüentes são externos: "o gato morreu", "minha tia tá doente", "a professora não gosta de mim", ou então "ela me persegue", etc.

Ter a real medida de mim mesmo, nem tão grande quanto gostaria (prepotente) nem tão pequeno quanto seus medos (tímido, vacilante, baixa auto-estima...), ou seja me conhecer, é de fundamental importância e para isso preciso ser honesto consigo mesmo. E isso doi, as vezes muito, mas me afasta da infância emocional em direção a maturidade. Isso não respeita muito a cronologia humana.

Então, quando isso (Os seres humanos não são prisioneiros do destino, mas apenas prisioneiros de suas próprias mentes) se aplica a mim mesmo, como percebo? Quando começo a dar muitas justificativas para minhas falhas, ao invés de estar fazendo algo para resolve-las. É fácil? Não, e as vezes peço ajuda. Crescer dói e implica em assumir responsabilidades.

No meu orkut tem um negocio escrito que é assim: "Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que ‘normalidade’ é uma ilusão imbecil e estéril." (Oscar Wilde).

Pode ser que alguém esteja sendo severo demais consigo mesmo, sabe como? Quando se refere a um elogio como sendo “demasiado” ou quando se policia em excesso a “não encher o saco” ou “não ser inconveniente”. Talvez não tenha percebido o quanto pode contribuir. Que as coisas que faz ou diz podem ser boas e enriquecer a “alma” outras pessoas.

O saudoso Friedrich Nietzsche diz: "A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez. Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Viver quer dizer ser cruel e implacável contra tudo o que em nós se torna fraco e velho. O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo".

Então, renove-se sempre.

Um abraço,

Lamartine

P.S. Vou pensar um pouco mais sobre gula, sexo, trabalho, morte enquanto descanso preguiçosamente ...

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